Justiça determina soltura de motoristas envolvidos na morte de estudante universitária

William Bittar - CBN Curitiba

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O juiz Daniel Surdi de Avelar da 2ª Vara do Tribunal do Júri determinou a soltora dos dois motoristas suspeitos de envolvimento na morte da estudante universitária Caroline Beatriz Olímpio de 19 anos. Ela foi atropelada enquanto tentava atravessar a Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, na manhã do dia 12 de março.

Fernando Rocha Fabiane de 26 anos e Nicholas Henrique Castro de 22 anos foram presos no mesmo dia e foram denunciados por homicídio qualificado por meio cruel.

Segundo a Polícia Civil, os motoristas participavam de um racha na via quando o carro dirigido por Fernando Rocha atingiu a estudante.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) que ofereceu a denúncia já havia se manifestado favorável a soltura dos dois.

Segundo a decisão do juiz, “ocorre que ambos os denunciados não são pessoas perigosas, nunca foram presos ou processados, são possuidores de endereço fixo e certo, exercem atividade lícita e de certa forma colaboraram com a justiça”.

Avelar também fixou medidas cautelares como a suspensão da carteira de habilitação dos dois motoristas; retenção das CNH e dos passaportes e ainda determinou o comparecimento obrigatório à justiça toda última quinta-feira do mês, além de proibição de se ausentarem da comarca de Curitiba.

Em nota, o advogado que representa a família de Caroline, Jeffrey Chiquini, disse respeitar a decisão do juiz e afirmou que “a liberdade dos acusados não enfraqueceu a acusação e não impedirá que sejam responsabilizados pelo crime bárbaro que praticaram”.

Já a defesa de Fernando Rocha Fabiane informou que “na próxima fase do processo, terá a oportunidade de apresentar sua resposta técnica à acusação contida na denúncia”.

Por fim, os advogados de Nicholas Castro disseram receber a decisão de soltura com a mesma serenidade com que enfrentará a ação penal e que “agora, a defesa poderá responder à acusação e indicar as provas que serão produzidas, inclusive provas periciais, documentais e testemunhais, tudo sob o crivo do contraditório judicial”.

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