Dois PMs são presos em operação contra corrupção e jogos de azar

Andreza Rossini

O Ministério Público do Paraná cumpriu mandados de prisão preventiva contra dois policiais militares e um mandado de prisão temporária contra um advogado de organização criminosa, na manhã desta quarta-feira (17).

Outros seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos pelos agentes. A investigação é sobre uma organização criminosa envolvida com corrupção de miliares, jogos de azar e lavagem de dinheiro.

“A organização explorava jogos de azar e os crimes correlatos à essas atividades. Tivemos autorização judicial para destruição das máquinas de jogos encontradas nesses estabelecimentos após análise pericial”, afirmou o promotor de Justiça,  Antônio Juliano Souza. “Os policiais [presos hoje] participavam da organização criminosa e fazia cobrança de valores para proteção do grupo criminoso e para repassar informações da polícia para a organização”, explicou.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa e pela Vara da Justiça Militar e resultam de investigação conduzida pelo Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 17 residências nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa e Colombo; um escritório de advocacia em Ponta Grossa, dois estabelecimentos comerciais em Ponta Grossa, um estacionamento pertencente ao chefe da organização criminosa em Curitiba, uma empresa de informática em Curitiba, seis casas de jogos em Ponta Grossa e oito casas de jogos em Curitiba.

Entre os itens apreendidos, estão 134 CPU´s e 158 máquinas caça-níqueis – que foram periciadas e destruídas –, 24 máquinas de jogos que foram periciadas e resguardadas para contraprova, celulares, HDs, cartões de memória, cartelas, balanços contábeis, maquinetas de cartão, cadernos com anotações de jogos, DVRs, caixas de bilhetes e troféus. Também resultou da operação a apreensão de valores (R$ 75 mil e U$ 466).

As investigações tiveram início há pouco mais de um ano, como desdobramento de operação que fechou uma casa de bingo em Ponta Grossa.

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