MP denuncia delegado por peculato e tráfico de drogas

O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Matinhos, no Litoral, denunciou, na segunda-feir..

Redação - 08 de maio de 2018, 18:32

Governdor Beto Richa inaugura a Delegacia Cidadã de Matinhos, no Litoral do Paraná. O espaço, que recebeu investimento de R$ 4,5 milhões, incorpora uma mudança no conceito de atendimento da Polícia Civil à população. A Delegacia Cidadã separa as vítimas dos agressores ou suspeitos e conta com ambientes isolados para atender adolescentes, mulheres e idosos.
Matinhos, 27/22/2017.
Foto: Arnaldo Alves/ANPr
Governdor Beto Richa inaugura a Delegacia Cidadã de Matinhos, no Litoral do Paraná. O espaço, que recebeu investimento de R$ 4,5 milhões, incorpora uma mudança no conceito de atendimento da Polícia Civil à população. A Delegacia Cidadã separa as vítimas dos agressores ou suspeitos e conta com ambientes isolados para atender adolescentes, mulheres e idosos. Matinhos, 27/22/2017. Foto: Arnaldo Alves/ANPr

O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Matinhos, no Litoral, denunciou, na segunda-feira (7), o delegado da Polícia Civil Max Dias Lemos pelos crimes de peculato e tráfico de drogas. Ele está afastado do cargo desde que foi alvo de mandado de prisão durante a deflagração da Operação Atrox, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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Segundo as investigações, o delegado teria se apropriado de cocaína apreendida em uma operação policial realizada em julho do ano passado e revendido para terceiros. A prática do crime teria sido descoberta após operação na delegacia e na casa de Lemos.

Em janeiro, durante as investigações da Operação Atrox, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ibaiti, o delegado foi preso. A operação apura crimes de tráfico de drogas e corrupção. As investigações na época demonstraram que o delegado, agora denunciado, teria liberado ilegalmente traficantes, presos quando transportavam drogas de Ibaiti a Matinhos, e adulterado peças de inquérito policial, mediante o recebimento de vantagem indevida.

Atualmente, o delegado não está preso mas é monitorado eletronicamente. Na denúncia, o MP se manifestou pela prisão de Lemos por entender que a entender que ele oferece risco a ordem pública, uma vez que, mesmo após a prisão em janeiro, a investigação identificou o desaparecimento das drogas apreendidas em inquéritos conduzidos por ele.