MP denuncia policial por disparos em posto de combustíveis

O Ministério Público cita três qualificadoras: motivo fútil, perigo comum e dificuldade de defesa, que servem para aumentar a pena, em caso de condenação.

Redação - BandNews FM Curitiba - 17 de maio de 2022, 07:27

(Divulgação/PCPR)
(Divulgação/PCPR)

O MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciou o policial federal Ronaldo Massuia por homicídio qualificado, nesta segunda-feira (16), após os disparos contra o fotógrafo André Muniz Fritoli, de 32 anos. Ele morreu a caminho do hospital. O caso foi registrado dentro da loja de conveniências de um posto de combustíveis, em Curitiba, na noite de 1º de maio. As informações são da Bandnews Curitiba.

O Ministério Público cita três qualificadoras: motivo fútil, perigo comum e dificuldade de defesa. As qualificadoras servem para aumentar a pena, em caso de condenação. O policial federal também foi denunciado por outras sete tentativas de homicídio.

A confusão e os tiros foram registrados por câmeras de segurança, dentro da loja de conveniências. Naquela noite, após ser agredido com um soco e ser expulso do local, Ronaldo Massuia retornou ao estabelecimento e fez os disparos contra as vítimas.

Conforme as testemunhas, a confusão teve início com uma provocação do policial federal contra o segurança do posto de combustíveis. O homem ainda aparentava sinais de embriaguez. Além do fotógrafo assassinado, outras três pessoas foram baleadas. O policial federal também foi denunciado por peculato, que é a apropriação de bem público, uma vez que chegou ao local em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal e usou uma arma da instituição para efetuar os disparos.

O caso foi apresentado à Primeira Vara do Júri de Curitiba, que decide se vai aceitar a denúncia ou não. Quando foi indiciado, semana passada, a defesa disse que a ação foi causada devido a um surto psicótico. O policial federal ainda alegou legítima defesa. Ele permanece preso.