MP-PR denuncia 24 réus na Operação Citrus

O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de ..

Mariana Ohde - 09 de agosto de 2016, 09:38

O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Foz do Iguaçu em conjunto com a Promotoria de Justiça de São Miguel do Iguaçu, no oeste paranaense, ofereceu denúncia contra três servidores municipais de Itaipulândia e outros vinte e um réus, incluindo ex-servidores públicos e empresários do ramo da construção civil. Eles são investigados na Operação Citrus e acusados de crimes de associação criminosa, corrupção ativa, passiva e fraude em licitações.

As investigações do Gaeco, iniciadas em agosto de 2015, indicam a existência de um esquema entre empresários e servidores públicos para fraudar e direcionar licitações, principalmente no ramo da construção civil. As ilegalidades seriam para favorecer, entre outros, a empresa do irmão do prefeito Miguel Bayerle (PR).

Desde que a operação foi deflagrada, em 14 de julho, a Justiça já decretou a prisão preventiva de dois denunciados, a custódia cautelar de outros quatro e o afastamento do cargo público dos três servidores municipais, além de outras medidas cautelares aplicadas aos demais reús.

Operação

A Operação Citrus, deflagrada no dia 14 de julho, desmantelou um esquema de fraudes em licitações com empreiteiras em Itapulândia. No dia, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, nove de prisão temporária, 13 de condução coercitiva e outros nove de busca e apreensão. Todos os mandados foram expedidos pelo Juízo Criminal da Comarca de São Miguel do Iguaçu, que abrange Itaipulândia.

Os mandados de prisão preventiva, sem prazo para liberação, miravam empresários e os de prisão temporária incluem servidores municipais, empresários e seus familiares. Entre os mandados de prisão está o irmão do prefeito do município. Os 13 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento, pretendiam ouvir pessoas que são suspeitas de ceder o próprio nome para participar das fraudes, conhecidos popularmente como “laranjas”.

Em nota, a Prefeitura de Itaipulândia afirmou, na época, colaborar com as investigações e fornecer o que for solicitado pelo Gaeco. Agora, os depoimentos vão ser colhidos e os documentos apreendidos analisados pelo MP.