MP pede sigilo no inquérito que apura morte de petista no Paraná

O Gaeco também solicitou que o telefone celular do policial penal federal Jorge Guaranho seja encaminhado para perícia.

Redação - 14 de julho de 2022, 14:52

(Reprodução/Redes sociais)
(Reprodução/Redes sociais)

O Ministério Público do Paraná (MPPR) pediu à Justiça a decretação de sigilo no inquérito policial que apura o assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT (Partido dos Trabalhadores) Marcelo Aloizio de Arruda, morto a tiros pelo policial penal federal Jorge Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) que segue internado em estado grave

O objetivo é evitar interferências externas que possam influenciar nas investigações. O pedido foi feito por meio do núcleo de Foz do Iguaçu do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado)

O MP alega que “o acesso indiscriminado aos autos de terceiros, estranhos ao fato, poderá tumultuar e interferir negativamente nas investigações, sobretudo em razão da existência de diversas diligências investigatórias ainda em curso, além de outras pendentes”.

Além disso, o Gaeco também solicitou que o telefone celular do investigado (Jorge Guaranho) seja encaminhado ao Instituto de Criminalística para perícia, assim como o aparelho que gravou as imagens das câmeras de segurança no local do crime.

Policial Jorge Guaranho segue internado em estado grave. (Reprodução/Redes sociais)

PETISTA É MORTO DURANTE FESTA DE ANIVERSÁRIO

Jorge Guaranho foi de carro até a entrada da festa de 50 anos do guarda municipal Marcelo Arruda, que celebrada o aniversário com uma festa temática sobre o PT.

Segundo testemunhas, a esposa de Guaranho estava com a filha de 3 meses no banco de trás. Ele reproduzia uma música em som alto em alusão a Bolsonaro e começou a insultar os integrantes da festa. Veja o vídeo:

Depois disso, o bolsonarista saiu do local e retornou com uma arma após cerca de 20 minutos.

Ele dispara em direção à festa e vídeos de uma câmera interna registram Arruda mancando. O guarda municipal, contudo, reage e atira em direção ao bolsonarista para se defender. 

O policial penal fica caído e ainda sofre chutes na cabeça por um dos integrantes da festa. 

A polícia segue apurando o caso e deve finalizar o inquérito na semana que vem. Três testemunhas devem ser ouvidas nesta quarta-feira (13), sendo que outras 14 pessoas já prestaram depoimentos.

As investigações são comandadas pela delegada Camila Cecconello, chefe do DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), em Curitiba. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná fez uma troca, já que a antiga pessoa responsável, delegada Iane Cardoso, fez postagens em redes sociais contra o PT em 2016.