MPF pede arquivamento de investigação sobre morte em abordagem da Receita Federal

Fernando Garcel


O Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento do inquérito que apura a morte do vendedor Ademir Gonçalves Costa, de 39 anos, durante uma abordagem de agentes da Receita Federal da Aduana da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do do Iguaçu, no Oeste do Paraná, em janeiro de 2018.

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Com a elaboração de laudo toxicológico e de necropsia, os peritos criminais federais concluíram que a morte é compatível com intoxicação exógena, em razão da ingestão de medicamentos.

Foto: Reprodução / Facebook

Os laudos produzidos no Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal, em Brasília/DF, indicaram a presença das mesmas substâncias já detectadas pelos exames realizados pela Polícia Científica do Paraná. Seriam Clobenzorex, Sildenafil, Fenacetina e Lidocaína. Os exames de renecropsia não identificaram sinais de morte violenta.

O caso

Ademir foi abordado por agentes da Receita Federal na tarde de 28 de janeiro de 2017. Pessoas que estavam no local fizeram imagens dele no chão, rendido e com as calças abaixadas.

Após o fim da gravação, o homem teria tido uma convulsão e entrado em óbito. Uma viatura do Samu chegou a ser acionada, mas os médicos apenas atestaram a morte.

Na época, em entrevista, Thaís Claro Goulart, companheira de Ademir, afirmou que foi ao IML identificar o corpo e o encontrou com muitas marcas. “Um laudo que tem aqui no IML fala que ele morreu de causa natural, mas eu vi o corpo. Ele está toco machucado, com a boca estourada, cabeça machucada. Tá muito feio”, declarou. Ela também afirma que os agentes usaram spray de pimenta e que o companheiro seria alérgico.

Como o caso ocorreu em território aduaneiro, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal assumiram o caso.

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