MPF pede que prefeito afastado de Foz do Iguaçu seja encaminhado a presídio

Andreza Rossini


O Ministério Público Federal (MPF-PR) protocolou um pedido, nesta segunda-feira (18), para que o prefeito afastado de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Reni Pereira (PSB) passe a cumprir pena em uma unidade prisional. Ele está em prisão domiciliar desde a última quinta-feira (14), quando foi deflagrada a quarta fase da Operação Pecúlio, pela Polícia Federal. Reni é suspeito de chefiar um esquema de corrupção que desviou R$ 5 milhões do município.

A procuradora do Ministério Público ressalta no pedido, que o prefeito afastado não preenche nenhum requisito que justifique a prisão domiciliar, o que pode causar tumulto e demora na instrução processual, ainda de acordo com o pedido protocolado pelo MP.

No mandado de prisão o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, Márcio Rocha, apontou que o então prefeito tentou atrapalhar as investigações da operação, tentando impedir um acordo de delação premiada. O juiz também citou a possibilidade de fuga do prefeito no mandado.

A defesa de Reni afirmou que só vai se pronunciar após análise ao pedido do MPF.

O valor desviado deve ser ressarcido dentro de três anos pelos empreiteiros que fizeram acordo de delação premiada com o MPF e confessaram o crime.

Operação pecúlio 

Reni é acusado de chefiar o esquema que desviou cerca de R$ 5 milhões em recursos, o maior escândalo de corrupção da cidade, de acordo com os investigadores.

Além do prefeito, mais de 80 pessoas também são réus no processo, entre eles a primeira-dama e deputada estadual Cláudia Pereira (PSC), eles respondem por crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e fraude a licitações. Reni e a esposa são investigados pelo TRF-4 por ter foro privilegiado.

As investigações, reforçadas por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e quebra dos sigilos fiscais e bancários dos envolvidos, apontaram indícios de interferência de gestores do município, de forma direta e indireta, em empresas contratadas para prestação de serviços e realização de obras junto à prefeitura com quantias milionárias de recursos públicos federais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros como o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os atos ilícitos também foram comprovados por meio de provas apresentadas por colaboradores que fecharam acordos com o MPF, entre eles o ex-diretor de pavimentação da Secretaria de Obras da Prefeitura, Aires Silva, e os empresários Nilton João Beckers, Vilson Sperfeld, Fernando Bijari e Edson Queiroz Dutra.

A vice-prefeita, Ivone Barofaldi (PSDB), assumiu a gestão do município.

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