MPT pede explicações ao Depen sobre contaminação nas cadeias de Maringá

Angelo Sfair

casa de custória, maringá, presos, contaminados, policiais penais, sindasrspen, mpt, ministério público do trabalho

O Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná) tem 48 horas para explicar ao MPT-PR (Ministério Público do Paraná) sobre as contaminações de policiais nas unidades do sistema penitenciário de Maringá, na região norte.

Conforme o Sindarspen (Sindicato do Policiais Penais do Paraná), só na Casa de Custódia de Maringá houve nove casos confirmados de Covid-19. Outros 14 policiais ainda aguardam o resultado do exames para coronavírus.

Entre os nove policias contaminados, seis participaram de uma transferência de presos com Covid-19. De acordo com o presidente do sindicato, José Roberto Neves, os servidores não sabiam que havia detentos com coronavírus.

Assim, os presos deveriam ter sido levados para Campo Mourão, onde está a unidade de desinfecção. “Somente depois de passarem pelo isolamento de 14 dias e tratamento nesta unidade reservada para este fim é que deveriam entrar em outras unidades”, explica Neves.

Vários policias com sintomas relacionados ao coronavírus têm procurado por testes na rede municipal de saúde ou em laboratórios particulares. Por isso, o Sindarspen também cobra a testagem em massa dos servidores a fim de identificar o avanço da Covid-19.

Procurado pelo Paraná Portal, o Depen informou que “já foi notificado e apresentará, dentro do prazo estipulado, todas as ações tomadas até o momento”.

Entre elas, conforme o Departamento Penitenciário, o funcionamento da unidade sentinelada a qual presos com coronavírus são submetidos por um período mínimo de 14 dias.

De acordo com o Depen, em Maringá, todos os servidores têm sido testados. “Se negativo, o servidor trabalha normalmente, se positivo é afastado e permanece em quarentena por 14 dias contados da data do exame”.

Previous ArticleNext Article