Curitibana relata susto ao testar positivo para covid-19 duas vezes: “inacreditável”

Redação

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“Achei que estava imunizada, eu fiquei chocada. Foi inacreditável”. O relato é da representante comercial Rozeli Franco, de 51 anos, que mora em Curitiba e tem asma, um dos fatores de risco para complicação da covid-19. Ela fez o teste RT-PCR duas vezes em um período maior que 90 dias e, em ambas, recebeu o resultado positivo para a presença do coronavírus em seu organismo.

Esse intervalo de tempo é um dos critérios usados para confirmar a reinfecção do vírus. Ontem (10), o Paraná Portal mostrou que a prefeitura de Curitiba investiga 250 casos suspeitos de reinfecção, após o Ministério da Saúde ter confirmado o primeiro caso do tipo no Brasil.

No caso de Rozeli, o que mais surpreende é a questão dos sintomas. Na primeira vez, ela recebeu o resultado positivo no dia 3 de agosto, depois da filha de 18 anos, que mora com ela, ter sido diagnosticada.

“Eu estava com os sintomas bem leves. Dor de cabeça, de garganta e cansaço, tipo uma gripe, um resfriado”, conta. No entanto, os sintomas pioraram no final de novembro, mais precisamente no dia 28, quando foram levantadas as suspeitas de uma reinfecção. “Comecei a sentir sintomas piores, como falta de ar, mais cansaço, dores nas articulações”, completa.

Apesar da piora no quadro, ela não precisou de internação. Rozeli cumpriu o isolamento conforme o protocolo das autoridades sanitárias e manteve as medidas de prevenção. Em home-office ao lado do marido, de 56 anos, e da filha, ela voltou a se preocupar não voltaram a ter qualquer indício do vírus. Agora, o monitoramento é total. “Essa é uma doença muito nova, você fica em estado alerta e sem dar bobeira”, finaliza.

COVID-19 EM CURITIBA

O boletim da SMS (Secretaria Municipal da Saúde) aponta que Curitiba acumula 1.924 mortes e 93.951 casos confirmados desde o início da pandemia. Foram incluídos mais 21 óbitos e 1.421 diagnósticos nesta sexta-feira (11).

Neste momento são 13.185 casos ativos, o que corresponde ao número de pessoas com potencial de transmissão da covid-19. Além disso, a taxa de ocupação das UTIs está em 90%. Dos 368 leitos existentes, restam 36 livres.

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