Mulher do “rei do bitcoin” é presa após descumprir medidas impostas pela Justiça Federal

William Bittar - CBN Curitiba

Mulher do rei do bitcoin presa

Uma mulher foi presa preventivamente, na manhã desta sexta-feira (16), por descumprir as medidas cautelares impostas pela Justiça Federal em uma investigação que apura a prática de crimes contra a economia popular e o sistema financeiro nacional, de estelionato, lavagem de capitais, falimentares e de organização criminosa. Conforme a Polícia Federal, o mandado de prisão foi cumprido, pois, a mulher é casada com o alvo principal da ação – conhecido como  o “rei do bitcoin” – e estava se comunicando com os demais investigados.

Segundo a PF, por meio de registros de mensagens enviadas por aplicativo de celular, foi possível evidenciar que a investigada, mediante aparelho telefônico recém habilitado em seu nome, estava, a mando de seu marido, o “rei do bitcoin”, tentando contato com um dos investigados na operação.

As investigações foram iniciadas em 2019, pela Polícia Civil do Paraná, após várias denúncias sobre crimes envolvendo compra e venda de criptomoedas.

Segundo a Polícia Federal, os investigados eram responsáveis pelo controle de três corretoras de criptomoedas e, com pesado investimento em estratégias de marketing, passaram a atrair diversos clientes para que investissem recursos pessoais nas plataformas do grupo empresarial.

Negócios com bitcoin tinham aparência de legalidade

Ainda de acordo com as investigações, por cerca de dois anos, as atividades tiveram aparência de legalidade até que, em meados de 2019, de maneira súbita, o grupo noticiou que havia sido vítima de um ataque cibernético e, por isso, bloqueou todos os saques de valores das plataformas das corretoras.

No entanto, a Polícia Civil apurou que a empresa nunca foi vítima de um ataque cibernético e que a justificativa dada aos clientes era uma forma de enganar todas as pessoas.

Além de a mulher ter sido presa, um mandado de busca e apreensão também foi cumprido na operação.

A Polícia Federal acredita que os crimes geraram um prejuízo de mais de R$ 1,5 bilhão e vitimou mais de sete mil pessoas em todo o Brasil.

 

CBN Curitiba

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