Mulher é presa por alugar cobra de 3 metros a dançarinas do ventre no PR

Angelo Sfair

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Uma mulher de 42 anos foi presa em flagrante em Curitiba, nesta terça-feira (17), pela posse ilegal de uma cobra píton albina. De acordo com a PC-PR (Polícia Civil do Paraná), a suspeita é dançarina do ventre e alugava o animal  por R$ 500 para outras profissionais do ramo utilizarem o réptil durante as apresentações.

Apreendida pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a serpente tem 3 metros de comprimento, mais de 20 kg e aproximadamente sete anos de vida. A operação foi desencadeada após denúncias anônimas da população.

“Segundo apuramos, a mulher alugava o animal a dançarinas do ventre. Ela cobrava R$ 500,00 e deixava que elas levassem a cobra para as apresentações”, relatou o delegado Matheus Layola ao Paraná Portal.

A dona da píton albina foi presa em flagrante por crime ambiental. Detida em casa, no bairro Capão Raso, a suspeita prestou depoimento ainda nesta terça-feira (17) e vai responder em liberdade.

DANÇARINAS DO VENTRE SERÃO INVESTIGADAS

De acordo com o delegado-chefe da divisão de Proteção ao Meio Ambiente, as dançarinas do ventre também serão alvo de investigação da Polícia Civil.

“A responsabilidade das ‘clientes’ [dançarinas do ventre] também será apurada, mas primeiro estamos ouvindo a dona da cobra”, ponderou Matheus Layola.

A Polícia Civil do Paraná agora vai investigar quantos aluguéis foram concretizados para chegar a uma estimativa do valor movimentado e do período em que os crimes ambientais foram cometidos.

PÍTON ALBINA: COBRA VALORIZADA

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A posse de cobras como a píton albina só é permitida com o aval das entidades que regulam o setor. O réptil é valorizado no mercado negro. (Divulgação/PC-PR)

O delegado também ponderou que o local correto dos animais silvestres é a natureza. Para manter a posse de um réptil como a píton albina é necessário realizar a compra junto a um criador autorizado e realizar uma vistoria completa dos órgãos de controle ambiental.

Para conceder as permissões, os agentes avaliam cada caso de forma isolada. Eles levam em consideração, por exemplo, o espaço físico disponibilizado pelo tutor e as condições às quais os animais serão submetidos em cativeiro.

Segundo a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, uma píton albina — como a que foi apreendida nesta ação — chega a ser negociada por valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

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