“Muralha Digital” promete reconhecer criminosos por câmeras

Francielly Azevedo - CBN Curitiba

Ruas repletas de câmeras com reconhecimento facial, um verdadeiro cerco invisível. Quem escuta até pensa que é algum enredo de filme ou série fictícia. Mas o projeto Muralha Digital não tem nada de ficção e está prestes a ser implantado em Curitiba.

São 280 câmeras espalhas pela cidade com a capacidade de reconhecer facialmente quem é capturado pelas lentes. Além disso, os veículos também poderão ser identificados – tudo em tempo real.
Segundo o secretário de Defesa Social e Trânsito, Guilherme Rangel, o projeto custará R$ 35 milhões aos cofres da capital e facilitará o trabalho das equipes de segurança.

“Nossa intenção é colaborar sempre com a segurança do curitibano, integrando com as demais forças policiais, como Polícia Militar, Civil e Rodoviária Federal, para que a gente possa combater esse que é um dos maiores problemas de nossa sociedade que é a criminalidade”.

O sistema também poderá ser programado para emitir alertas de segurança para a viatura mais próxima. Como por exemplo, caso uma pessoa foragida da Justiça passe pelas lentes.
O programa inteligente faz todo o trabalho de identificação de pessoas e veículos de forma autônoma.


“A pessoa passando por lá, o sistema lê a face e já identifica, se a pessoa é foragida, ou tem mandado de prisão em aberto. Um veículo, se tem queixa de roubo, sua placa já começa a ser rastreada pelo sistema de câmeras e radares”.

A ideia é que no futuro, após a etapa inicial, a “Muralha Digital” seja integrada com radares e câmeras de imóveis particulares.

“As câmeras que estejam na mesma plataforma de comunicação, serão integradas ao sistema. A gente está preparando uma lei para regulamentar isso e, bastaria a pessoa ter essa plataforma mínima para pode integrar a rede”.

Para escolher onde será instalado cada equipamento, a Prefeitura vai utilizar o “Mapa do Crime”. Dessa maneira, as vias com maior movimentação de veículos, como as áreas de acesso à cidade, comportarão equipamentos de identificação de veículos. Já os locais com grande fluxo de pedestres contarão com as câmeras de reconhecimento facial.

“Pelo mapa do crime fornecido pela Secretaria de Segurança, colocamos as câmeras em pontos estratégicos da cidade. Conseguimos, assim, cercar a cidade. Por isso, o termo muralha”.

A prefeitura deve fazer uma licitação internacional para definir a empresa que vai fornecer os equipamentos e softwares de inteligência. A previsão é que o projeto esteja funcionando em até seis meses.

Post anteriorPróximo post
Comentários de Facebook