Não é Não! Campanha contra o assédio no carnaval acontece no PR e mais 14 estados

Redação

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Criada em 2017 por um coletivo de mulheres, a campanha Não é Não! chega, neste ano, a 15 estados brasileiros. O objetivo é alertar e evitar casos de assédio no carnaval. O Paraná terá mais uma edição da campanha. Alguns estados aderem ao projeto pela primeira vez: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Paraíba e Espírito Santo, por exemplo.

O coletivo distribui tatuagens temporárias com os dizeres Não é Não!, faz palestras e rodas de conversa para conscientização sobre o tema.

“A gente vê uma adesão super expressiva e entende que o assunto tem de ser tratado. Há uma lacuna”, explicou a estilista Aisha Jacon, uma das criadoras da campanha, em entrevista à Agência Brasil.

Conforme o grupo, em 2017 foram distribuídas 4 mil tatuagens; no ano passado, esse número evoluiu para 186 mil. Para o carnaval de 2020, a meta é produzir 200 mil tatuagens. Aisha Jacob reconheceu, entretanto, que tudo vai depender da verba que for obtida por meio do financiamento coletivo, pelo site do coletivo. De acordo com o  grupo, a meta já foi alcançada no Paraná.

“É preciso que haja mais contribuições de pessoas físicas mesmo”, contou.

MANIFESTO: NÃO É NÃO!

No manifesto contra o assédio nos espaços públicos o coletivo de mulheres salienta: “Não aceitamos nenhuma forma de assédio: seja visual, verbal ou física. Assédio é constrangimento. É violência! Defendemos nosso direito de ir e vir, de nos divertir, de trabalhar, de gozar, de se relacionar. De ser autêntica. Que todas as mulheres possam ser tudo aquilo que quiserem ser”.

O grupo considera que a campanha funciona como um escudo de proteção para as mulheres. “Criamos juntas um escudo, uma barreira de proteção e conexão. Formamos uma rede de apoio entre mulheres. Mais do que um recado para os homens, uma afirmação feminina do nosso desejo: podemos dizer NÃO!

“Por todas as mulheres que tiveram seus corpos violados, que sentiram medo de andar na rua, que tiveram vergonha, que sendo vítimas, se sentiram culpadas. Por todas as meninas que já nasceram ou irão nascer. Para que todas possam viver em um mundo com mais equidade de direitos e oportunidades. Por todas essas mulheres repetimos: Não é Não!“.

* Com informações da Agência Brasil.

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