Navio que fará a dragagem de areia em Matinhos chega hoje ao Paraná

Esse é o mesmo equipamento utilizado nas obras de Balneário Camboriú, no estado vizinho; dragagem está prevista para ser concluída entre outubro e novembro.

Redação - 24 de junho de 2022, 07:52

Foto: Jan de Nul do Brasil Dragagem
Foto: Jan de Nul do Brasil Dragagem

O navio que dará a dragagem da areia para a engorda da orla de Matinhos, no Litoral do estado, chega ao Paraná nesta sexta-feira (24). Esse é o mesmo equipamento utilizado nas obras de Balneário Camboriú, no estado vizinho. O processo de dragagem irá resultar no alargamento da faixa de areia ao longo dos 6,3 km previstos no projeto, do Morro do Boi até o Balneário Saint Ettiene.

A draga ficará na região de Paranaguá e ao longo da manhã deste sábado (25) se dirige à praia de Caiobá.

A dragagem é um dos processos das Obras de Recuperação da Orla de Matinhos, com investimentos de R$ 314,9 milhões. A obra é do Governo do Estado, através do Instituto Água e Terra (IAT), e executada pelo Consórcio Sambaqui, vencedor da licitação pública. O Litoral paranaense receberá um total de 2,7 milhões de metros cúbicos a mais de areia.

A primeira fase da dragagem será em Caiobá. Quando encerrada, a Linha de Recalque será reposicionada até o balneário Flórida para repetir o processo nos outros balneários de Matinhos. A finalização da dragagem está prevista para outubro/novembro deste ano.

Para realizar o processo, haverá conexão com as tubulações que estão sendo levadas para a areia desde o começo de abril. Em paralelo estão em execução os trabalhos ambientais da recuperação da área de restinga.

As obras na Orla de Matinhos preveem, além da engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico, estruturas marítimas semirrígidas, canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem, e revitalização urbanística da praia e da calçada com o plantio de árvores nativas. Também serão realizadas melhorias na pavimentação asfáltica e a recuperação de vias.

O objetivo é minimizar os impactos gerados pela combinação do desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e ressacas no Litoral. Essa combinação vem destruindo e comprometendo boa parte da infraestrutura urbana, turística e de lazer no município.

NAVIO COM TECNOLOGIA EMBARCADA

A draga autotransportadora de sucção e arrasto Galileo Galilei é de origem belga e esta é a primeira vez que o Paraná recebe uma embarcação com tanta tecnologia embarcada. Este tipo equipamento possui cisterna com capacidade de 18 mil metros cúbicos e propulsão própria, o que permite sua navegação até a chamada jazida de empréstimo, onde dragam a areia, depositam em sua cisterna e em seguida mandam o material pela tubulação que está submersa e permanece em posição dinâmica para recalcar a areia até a praia, onde os tratores farão o espalhamento na parte seca.

Na parte submersa, o próprio movimento das ondas se encarrega de fazer esse espalhamento da areia. 

Ele também foi utilizado para as obras de dragagem e aterro hidráulico de Balneário Camboriú e várias outras obras de dragagem portuária em Santos, Rio de Janeiro e Itajaí.