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Câmara de Maringá rejeita projeto que restringia passe livre para estudantes

A Câmara Municipal de Maringá rejeitou, na sessão de ontem, um projeto de lei do Executivo que restringia o direito ao p..

Metro Jornal Maringá - 06 de abril de 2018, 09:04

Foto: Marcio Naka / PMM
Foto: Marcio Naka / PMM

A Câmara Municipal de Maringá rejeitou, na sessão de ontem, um projeto de lei do Executivo que restringia o direito ao passe livre para estudantes que residem a uma distância mínima de 1.500 metros da unidade de ensino. A lei vigente prevê o benefício a partir de 1.000 metros.

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A proposta do prefeito Ulisses Maia (PDT) foi reprovada por 10 a 1. Voto vencido, o líder do governo na Câmara, Jean Marques (PV), defendeu a mudança ao destacar que a nova lei asseguraria o benefício em situações excepcionais, como no caso de crianças que moram perto da escola, mas têm de cruzar vias movimentada (a exemplo do Contorno Norte).

Marques também citou o impacto do Passe Livre do Estudante na tarifa. “Não existe passe de graça. Não é a empresa (TCCC) que paga. No passe livre, 50% da tarifa é pago pelo município e 50% pelo usuário”, explicou.

Autor da lei que disciplina a concessão do benefício desde o início de 2017, Belino Bravin (PP) trabalhou nos bastidores contra o passe do estudante “menor”, como chegou a ser chamada a proposta do Executivo por alguns vereadores. “Acho que nem deveria ter essa metragem, (o passe) deveria ser livre para os estudantes. Se voltar para

1.500 metros vai frustrar pais e mães ano que vem”, disse Bravin.

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Do Carmo (PR) pediu voto favorável às crianças e contra o projeto do Executivo. Já recuperado de um cateterismo, Alex Chaves (PHS) também defendeu em plenário a lei atual. “Votar contra esse direito adquirido pelas crianças não vai deixar a tarifa mais barata ou mais cara”, avaliou.

No último café da manhã com a imprensa, em 16 de março, Ulisses falou rapidamente da divergência com a Câmara, e disse que a administração tem cumprido a lei.