Campanha quer ampliar leitos para transplantados

Metro Jornal Curitiba

A APACN (Associação de Apoio à Criança com Câncer) iniciou neste mês a campanha #SalvaSonhos. O objetivo é arrecadar R$ 2 milhões para construir 24 novos leitos especiais para pacientes que realizam transplante de medula óssea em hospitais de Curitiba.

Atualmente, a casa de apoio da APACN, no Tarumã, tem ao todo 120 leitos, mas só oito deles são para pacientes de TMO (Transplante de Medula Óssea), que precisam ser diferentes e isolados dos demais, com banheiro exclusivo e espaço adequado e lúdico para brincar, receber os professores e continuar com os estudos durante o tratamento.

Segundo a presidente da APACN, Mariza Del Claro, esses oito leitos são insuficientes para suprir a demanda atual. “O número de transplantes vem aumentando e já não damos conta de atender os pacientes do HC [Hospital de Clínicas] e do Pequeno Príncipe”, diz.

No fim de 2016, o Pequeno Príncipe aumentou seu número de leitos cirúrgicos de três para dez e impactou expressivamente a instituição com a procura de novos pacientes pós-transplante. “Nossos pacientes são encaminhados pelos hospitais. Depois do período inicial de recuperação, eles recebem alta e, se tiver vaga, vêm para cá. São cerca de 100 dias de permanência aqui depois do transplante, com diversas idas e vindas para o tratamento no hospital”, explica Del Claro.


De acordo com o Serviço Social da APACN, a média é de quase oito pedidos negados por mês por falta de vagas. No ano passado, para se ter ideia, só o HC encerrou o ano com 93 novos pacientes aguardando pelo procedi mento no próprio hospital. “É urgente, muitas mães estão fazendo esse apelo e para nós também fica difícil ter que escolher.

Com os 24 novos apartamentos prontos, o objetivo é atender a demanda desses dois hospitais e começar com o Nossa Senhora das Graças e o Erastinho, quando ficar pronto”, conta Del Claro. A casa de apoio da APACN evita que os pacientes com imunidade baixa fiquem expostos a infecções ou doenças oportunas ou em contato com outras pessoas e espaços coletivos. Lá, além de hospedagem, alimentação, educação e transporte para os hospitais, eles contam com todo o suporte de psicólogas, assistentes sociais e nutricionistas. No ano passado a associação teve 1,6 mil hospedagens entre pacientes e acompanhantes.

Post anteriorPróximo post