Prefeitura define se mantém novo decreto e bandeira vermelha em Curitiba

Vinicius Cordeiro

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A Prefeitura de Curitiba definiu nesta terça-feira (8) a retomada da bandeira laranja, que flexibiliza as medidas restritivas contra a Covid-19, no novo decreto. O lockdown não esteve em pauta na reunião do Comitê durante à tarde.

Como acontece desde junho de 2020, as autoridades avaliam nove indicadores que representam o nível de propagação do vírus e a capacidade de atendimento do sistema de Saúde. A taxa de ocupação das UTIs, por exemplo, está em 102%. O índice está acima de 100% há 12 dias, ou seja, há superlotação das internações de casos graves.

Já taxa de ocupação dos leitos SUS de enfermaria caiu para 87%. Outro dado importante no cálculo é que a taxa de transmissão, chamada de ‘r’, estava em 1,2 e caiu para 0,89. Isso indica que a pandemia não está crescendo mais. Teoricamente, 100 pessoas estão transmitindo o vírus para outras 89.

Outro número importante para a definição do novo decreto em Curitiba é o de casos ativos. São mais de 10.018 pessoas capazes de transmitir a covid, um patamar extremamente alto. No dia 2 de maio, eram registrados 6.048 casos ativos.

“A gente tem diminuição muito pequena dos casos ativos e teve um impacto na redução da taxa de transmissão. A gente espera não precisar fazer bandeira vermelha de novo, mas sai uma informação no fim da tarde”, disse a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, ao Meio Dia PR.

LOCKDOWN NÃO FOI DETERMINADO EM CURITIBA

O atual decreto da bandeira vermelha não impõe lockdown em Curitiba. Vale lembrar que o termo significa fechamento total de todas as atividades. No entanto, as normas foram bastante rígidas com diversos setores. Relembre as medidas aqui.

As academias foram obrigadas a fechar enquanto comércio, shoppings e restaurantes, entre outros estabelecimentos, tiveram que funcionar apenas por delivery, drive thru ou retirada no balcão. Já os mercados sofreram uma contradição: anteriormente, na bandeira laranja, eles foram proibidos de abrir aos sábados e domingos. Agora, na bandeira vermelha, foram impedidos de abrir apenas aos domingos.

Devido aos 14 meses de pandemia sem assistência do ponto de vista econômico, os setores se mobilizaram e abriram diversas frentes de pressão contra a Prefeitura. Uma manifestação, organizada pela ACP (Associação Comercial do Paraná), contou com apoio de outras entidades e teve muitas críticas ao prefeito Rafael Greca.

Por outro lado, os diretores de hospitais, presidentes de convênios e membros de associações médicas defenderam o lockdown no decreto com objetivo de controlar a entrada de pacientes.

A secretária Márcia Huçulak, em apelo aos setores econômicos, chegou a afirmar que essa possa ter sido a última onda da Covid devido ao avanço da vacinação. Segundo os dados da prefeitura, 536.568 pessoas já receberam a primeira dose.

NOVO DECRETO EM CURITIBA

Um dos principais pontos debatidos pelo Comitê da Prefeitura de Curitiba se refere aos dados elevados. Nesta pandemia, a capital paranaense nunca conseguiu voltar ao patamar inicial, quando a curva de casos e mortes começaram a subir.

Isso preocupa os gestores da Saúde, que precisam conviver com chances aumentadas de colapso. O fornecimento de medicamentos usados nos pacientes com Covid, chamados de ‘kit intubação’, também preocupa devido à escassez do mercado nacional causada pela alta demanda.

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