Com decreto menos restritivo, Curitiba registra 18 novas mortes

Rafael Nascimento

Secretária da Saúde fala com Mandetta e deixa em aberto lockdown em Curitiba

Subiu para 387 o número de mortes causadas pela covid-19 em Curitiba. De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), mais 18 moradores da capital vieram a óbito nesta terça-feira (21). O número total de casos da doença na cidade ultrapassou a marca de 14 mil casos confirmados (14.402). 

Embora o número de mortes pelo novo coronavírus tenha se mantido na casa de dezenas/dia – ontem, 19 pessoas morreram pela covid-19 na cidade -, pela manhã a Prefeitura Municipal de Curitiba divulgou um novo decreto, menos restritivo, que libera serviços não essenciais na cidade.

Além das 19 novas mortes, o boletim da SMS mostra ainda 467 novos casos da doença na cidade. As vítimas fatais, 12 mulheres e seis homens, tinha idade entre 47 e 89 anos e apresentavam doenças crônicas, o que levou ao agravamento da infecção pela covid-19.

A taxa de ocupação de leitos de UTI em Curitiba se mantem acima de 90%, com 91% dos leitos covid em hospitais da cidade ocupados (30 leitos livres).

Além das 387 mortes já confirmadas até agora, outras 11 mortes seguem em investigação pelo novo coronavírus.

“PRECISAMOS DE UM EQUILÍBRIO”

Além de apresentar os dados atualizados da covid-19 em Curitiba, a Secretária Municipal da Saúde, Márcia Huçulak, explicou na tarde desta terça-feira em uma live as novas regras que o decreto 940/2020 estabelece. Entre os principais pontos, a normativa traz alterações de horários para funcionamento de alguns ramos do comércio em Curitiba, libera o funcionamento de academias e prorroga a suspensão de atividades com maior potencial de contaminação.

“O decreto tem poucas alterações em relação ao anterior, estamos em período de restrição por conta da bandeira laranja. Mas não é porque o comércio está aberto que as pessoas precisam ir aos shoppings. Precisamos de um equilíbrio, pois as pessoas precisam sobreviver, precisam trabalhar para por o pão na mesa, o comércio precisa vender seus produtos e as pessoas também têm necessidades de consumo. Mas o que pedimos é que todos precisam tomar as medidas de precaução. Precisamos manter o controle e a propagação da doença”, disse a secretária.

RISCO DA BANDEIRA VERMELHA

A secretária Márcia Huçulak também voltou a afirmar que embora o protocolo atual de medidas contra o coronavírus seja classificado como bandeira laranja, permanece o alerta para que medidas ainda mais restritivas não sejam tomadas. “A taxa de propagação da doença precisa diminuir para não irmos para a bandeira vermelha. E isso só vai acontecer com isolamento dos quadros respiratórios, evitar o contato e arejar ambientes, uso da máscara, distanciamento social, lavar as mãos frequentemente e álcool em gel. Vamos precisar viver um “novo normal”, finalizou Huçulak.

Previous ArticleNext Article