Novo sistema de esgoto vai deixar o litoral mais limpo na temporada

Mariana Ohde


As obras de saneamento que devem dobrar o tamanho da rede de esgoto em Matinhos e Pontal do Paraná até 2020 já começam a apresentar resultados. Das 25 mil ligações a serem entregues, 1.368 foram liberadas no último mês e, até dezembro, a nova rede deve chegar a 6 mil imóveis na região, segundo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

Os balneários de Saint Etiene, Inajá, Betaras, Marajó e Solimar, em Matinhos, e o Leblon, em Pontal, fazem parte das regiões onde os imóveis já estão liberados para fazer a ligação com a nova rede de esgoto. A ligação é responsabilidade do proprietário e custa R$ 215,79 – valor que pode ser parcelado em 36 vezes. Para as famílias carentes, o valor é R$ 26,59.

Meio Ambiente

A obra terá impacto positivo no meio ambiente e deve proporcionar uma melhor balneabilidade aos banhistas, uma vez que todos os locais que vão receber a nova rede despejam esgoto doméstico em fossas sépticas e sumidouros atualmente. “O problema no litoral é que o lençol freático é alto, próximo da superfície. Hoje, quando não tem tratamento, existe o contato direto com o lençol e a contaminação. Fora as ocupações próximas a rios, com poluição na veia”, explica o diretor de investimentos da Sanepar, João Martinho Cleto Reis Junior.

Investimento

Ao todo, o investimento de R$ 252 milhões vai ampliar a rede coletora em 500 km nas duas cidades, além de construir mais 29 estações elevatórias – necessárias para levar o esgoto até as estações de tratamento. Desse total, 70 km já foram construídos e a previsão é concluir 120 km até o fim do ano, além de oito estações elevatórias.

“Em Matinhos, está um pouco mais adiantado. A ideia é antecipar o prazo dos quatro anos (2016-2019) para conseguir concluir em três (até 2018)”, afirma o diretor. Segundo ele, a obra é feita de acordo com as características topográficas, por bacia, o que faz com que a velocidade dos trabalhos mude de acordo com a região.

Temporada

Ainda segundo o diretor, as obras devem ser paralisadas em dezembro para serem retomadas em fevereiro. “Não queremos atrapalhar o fluxo de turistas na temporada com equipamentos e escavações”, explica.

(Com informações do Metro Curitiba)

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal