Número de afogamentos tende a aumentar: duas mortes são registradas no final de semana

BandNews FM Curitiba


por Angelo Sfair

Dois jovens morreram afogados neste final de semana no Paraná. Os casos aconteceram em Cambé, na região Norte, e em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. As duas situações aconteceram em regiões onde não há supervisão do Corpo de Bombeiros e podem servir de alerta para a população, já que o número de incidentes tende a aumentar nessa época do ano.

No litoral e nas praias artificiais do Paraná, o reforço no número de guarda-vidas será feito a partir do dia 21 de dezembro. Cerca de 800 profissionais vão participar do trabalho de prevenção em todo o Paraná até o dia 10 de março, após o carnaval.

No primeiro caso registrado nesse final de semana, na Região Norte, um menino de 12 anos foi encontrado sem vida pelos militares no Lago Conde Cambé. As buscas, neste domingo (03), levaram cerca de uma hora. Na região metropolitana, a fatalidade foi registrada na Represa do Passaúna. Um homem de 24 anos desapareceu ainda durante a tarde de sábado (02) quando nadava com amigos. Os bombeiros foram chamados imediatamente, mas a corpo só foi encontrado no domingo (03).

Com a chegada do período mais quente do ano, o número de casos de afogamento tende a crescer. Isso acontece, segundo os Bombeiros, porque as pessoas se arriscam mais em rios, represas e cavas. Já o litoral e as praias artificiais do estado receberão um reforço no número de guarda-vidas. A partir do dia 21 de dezembro cerca de 800 profissionais vão participar do trabalho de prevenção em todo o Paraná. Esse reforço seguirá até o dia 10 de março, logo depois do carnaval.

Recomendações

O capitão Daniel Lorenzetto, especialista do Setor de Buscas e Salvamentos Aquáticos dos Bombeiros, alerta para que os banhistas evitem os locais onde não há guarda-vidas, principalmente em locais com correnteza e que não tenham condições adequadas de balneabilidade, ou seja, são águas impróprias para banho. Além disso, ele também reforça que é perigoso entrar na água para tentar ajudar quem está em apuros.

“São diversos os casos que pessoas sem a qualificação técnica e equipamento adequado adentram nos locais e acabam também sendo vitimadas. Então a orientação é não entrar na água, oferecer algum objeto flutuante para que a pessoa consiga se manter na superfície e acionar os bombeiros pelo 193”, completa.

O capitão afirma que os locais adequados para banho são os monitorados por bombeiros militares ou civis – o litoral, as praias artificiais do interior e as piscinas dos clubes, por exemplo. No caso de atividades com embarcações, remos, ou em áreas onde há correnteza também é fundamental o uso do colete salva-vidas.

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