O abandono do nosso litoral e o avanço do estado vizinho

A tão sonhada Ponte de Guaratuba continua no papel há mais de 30 anos e não há, neste momento, perspectivas de que venha a ser concretizada.

Pedro Ribeiro - 01 de fevereiro de 2022, 16:25

Arquivo/ANPr
Arquivo/ANPr

É constrangedor aos paranaenses que moram e aos que visitam o litoral paranaense nesta temporada de verão em relação à presença do Estado, à exceção do policiamento, porém, sem um programa de planejamento que venha a atender às demandas, principalmente dos turistas. Simples, como organizar filas, orientar motoristas e outras ações básicas de cidadania.

Pior ainda, ao compararmos a infraestrutura e apoio do poder público em cidades como Balneário de Camboriú ou qualquer outra praia do vizinho estado de Santa Catarina. É de morrer de vergonha. Lá tudo funciona, notadamente, quando se trata de proporcionar mobilidade, logística e infraestrutura. O litoral paranaense, infelizmente, continua abandonado.

Enquanto isso, contabilizamos desgraças como a de segunda-feira (31), onde desmoronou um flutuante em Guaratuba e por sorte não houve vítimas. Soma-se às constantes falhas na operação dos ferry boats que fazem a travessia de veículos e pessoas entre Matinhos (Caiobá) e Guaratuba. Um dia falta óleo nos motores das barcaças, outro houve barbeiragem dos condutores e assim por diante.

A tão sonhada Ponte de Guaratuba continua no papel há mais de 30 anos e não há, neste momento, perspectivas de que venha a ser concretizada, enquanto o nosso vizinho Paraguai ganha novas e sofisticadas pontes financiadas pela Itaipu Binacional (Governo Federal) às custas de nossos pagamentos na conta da luz.

Na esteira dessas falhas, temos enormes filas nas cabines de bilhetagem e já chegamos a contabilizar, no relógio, atrasos de cerca de três horas, o que é inadmissível em um Estado onde seu governo elegeu o turismo como prioridade.

Bem, uma salva a Santa Catarina, onde além de poder construir arranhas céus, engordar praias, revitalizar a orla, com parques temáticos, ciclovias e todo apoio ao turista. É o que nos resta: elogiar as ações governamentais.