Odebrecht faria duplicação de rodovia onde 21 morreram em acidente

Com Metro Jornal Curitiba Mesmo antes de 21 pessoas morrerem em um acidente entre um ônibus e um caminhão, no fim do mês..

Narley Resende - 14 de novembro de 2016, 08:26

Com Metro Jornal Curitiba

Mesmo antes de 21 pessoas morrerem em um acidente entre um ônibus e um caminhão, no fim do mês passado, a PR-323 rodovia estadual que liga Maringá e Umuarama, já figurava entre as mais violentas do Estado. Só no ano passado foram 38 mortes, segundo a PRE (Polícia Rodoviária Estadual).

O alto número de acidentes e de volume de tráfego que fizeram com que a rodovia fosse escolhida, ainda em 2014, para receber aquela que seria a primeira PPP (Parceria Público Privada) do Paraná. O contrato, no entanto, acabou rescindido em 1º de setembro deste ano enterrando o projeto de duplicação total dos 220 quilômetros.

Segundo o governo do Estado, a Odebrecht que liderava o consórcio, não conseguiu comprovar capacidade financeira para executar a obra e não cumpriu as datas estabelecidas no cronograma.

Assim o DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) passou a realizar um estudo para um novo projeto, prevendo não a duplicação, mas a construção de terceiras pistas em pontos críticos, novos acostamentos e outras melhorias.

A previsão é que o estudo fique pronto em dezembro, e que no começo do ano que vem seja lançada uma licitação. A obra seria feita com recursos estaduais.

O antigo contrato com a Odebrecht, previa um prazo de cinco anos para a duplicação de ao menos 80% do trecho. O acordo já previa até o preço do pedágio, de R$ 3,90 reajustados com referência à 2014. O consórcio era formado por Odebrecht, Tucumán Engenharia, Goetze Lobato Engenharia e América Empreendimento.

A previsão de investimentos através da Parceria Público Privada, que foi cancelada, era de R$ 7,7 bilhões.