ONG e voluntários reconstroem casas atingidas por incêndio em Vila da CIC

Ana Flavia Silva - BandNews FM Curitiba

Duas semanas após o incêndio que destruiu parte da Vila Corbélia, na Cidade Industrial de Curitiba, voluntários reconstruíram 21 casas. De forma emergencial, no último fim de semana (22 e 23 de dezembro) as casas foram reconstruídas e entregues para as famílias a tempo de passarem o Natal abrigadas.

A iniciativa foi liderada pela ONG Teto, que atua justamente na construção, reforma e viabilização de moradias para pessoas em situações vulneráveis. Mas segundo o gestor do Teto Paraná, Lucas Kogut, dessa vez a participação dos integrantes da ONG foi menor, já que muitos outros voluntários se uniram para ajudar.

“No processo normal a gente acaba fazendo a construção com 12 pessoas por casa, mas nesse caso optamos por fazer apenas com cinco. Tinha muita gente da comunidade envolvida, bem como outros movimentos sociais e coletivos que trabalham em prol da moradia digna. Nós optamos por diminuir o contingente de voluntariado por parte do TETO para garantir maior oportunidade de participar do projeto. As pessoas já estavam lá nos esperando para realizar a construção”.

O local foi atingido por um incêndio na madrugada do dia 8 de dezembro e dezenas de famílias perderam tudo. Desde então, diversos grupos de voluntários se uniram para arrecadar doações e materiais de construção. O grupo do Teto já havia trabalhado na comunidade, durante o inverno, quando entregou 27 casas.


“Fomos a campo para entender qual era a dimensão desse incêndio e foi uma imagem bem desoladora. Toda aquela área na qual nós trabalhamos pegou fogo, das casas que construímos cinco também pegaram fogo. Foi uma ação emergencial e nós adiantamos todo nosso processo construtivo de financiamento. A construção tem de 12 a 15 semanas de prazo de duração, essa nós fizemos em 13 dias. Foi muito corrido, mas foi muito necessário”.

A ação do TETO na Vila Corbélia será a maior ação da história do grupo no Brasil. O objetivo é ainda reconstruir mais casas, chegando a um número de 150 unidades. Cada casa construída custa R$ 5.000 e tem 18 metros quadrados. Elas não contam com água encanada nem energia elétrica – o que depende da regularização fundiária.

“Ainda faltam casas, ainda tem pessoas morando de três a quatro núcleos familiares dentro de uma única peça. Agora as próximas etapas é analisar junto à Cohab e à prefeitura que tem um plano de regularização fundiária da região e acompanhar o projeto que eles tem de instalação fundiária necessária, como água, luz e saneamento básico”.

A ONG criou uma “vaquinha” on line, para arrecadar recursos para os próximos passos da ação na comunidade. No site juntos.com.vc/29resiste é possível assistir a um vídeo produzido na vila, que mostra a realidade dos moradores do local e também a ação deles ao lado dos voluntários para reconstrução das moradias.

A meta é arrecadar 100 mil e 800 reais. Até essa manhã (26), tinham sido doados R$ 94.087, por 555 pessoas. A Prefeitura de Curitiba afirma que vai pagar aluguel social durante seis meses para 200 famílias que foram vítimas do incêndio.

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