Ônibus de Curitiba vai rodar com diesel renovável

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (28) que junto com a empresa Vibra começa, em janeiro, testes com o novo Diesel R..

Redação - 28 de dezembro de 2021, 09:31

Foto: Luiz Costa/SMCS
Foto: Luiz Costa/SMCS

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (28) que junto com a empresa Vibra começa, em janeiro, testes com o novo Diesel R5 (com 5% de conteúdo renovável), produzido na Refinaria Getúlio Vargas (Repar). Três linhas de ônibus operadas pela Auto Viação Redentor, em Curitiba, no Paraná, rodarão com o novo combustível pelos próximos seis meses. As informações são da Agência Petrobras.

Segundo o comunicado da estatal, nesse período de seis meses serão fornecidos cerca de 120 mil litros do combustível para ônibus da cidade. O objetivo é avaliar, em situação real, a influência do novo combustível na redução de emissões, no desempenho e na manutenção desses veículos.

O novo combustível Diesel R5 é produzido a partir do coprocessamento de óleos vegetais ou gordura animal com óleo de petróleo. O combustível sai da refinaria com 95% de diesel mineral e 5 % de renovável, também chamado de diesel verde. A Vibra fará a adição obrigatória de 10% de biodiesel éster e entregará o produto final ao cliente com 15% de conteúdo renovável.

De acordo com a Petrobras, estudos preliminares apontam que o produto renovável reduz cerca de 70 % das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel mineral (derivado do petróleo).

Diesel renovável, um biocombustível avançado

O diesel verde ou renovável que será usado pelos ônibus é um biocombustível avançado, quimicamente igual ao mineral (derivado do petróleo), só que produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais ou até mesmo óleo de cozinha usado. Ele pode ser produzido em unidades dedicadas pelo coprocessamento em unidades de hidrotratamento de óleos vegetais com o de petróleo.

Apesar de ainda não ser usada industrialmente no Brasil, a tecnologia de coprocessamento é amplamente utilizada na Europa e nos Estados Unidos, por se tratar da forma mais rápida e barata de se introduzir o produto renovável no mercado, já que utiliza as unidades industriais existentes nas refinarias de petróleo.

Atualmente, está em discussão no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a possibilidade do renovável, produzido em unidades dedicadas ou por coprocessamento com óleos vegetais, também ser considerado no teor obrigatório de biocombustível no óleo diesel.

Caso seja aceita, a introdução do novo combustível trará vantagens para o consumidor, na medida em que a adoção do diesel renovável, mais moderno, viabiliza a utilização de teores mais elevados de renováveis nos novos motores a diesel. Além disso, propiciará maior competição entre os biocombustíveis para motores a diesel. A concorrência impulsiona a melhoria de qualidade e redução de custos de ambos os produtos (diesel renovável e biodiesel éster).