Operação Alecto: Servidores teriam desviado cerca de R$ 900 mil de contas da prefeitura em 2017, diz MPPR

Fernando Garcel


Quatro servidores lotados na Prefeitura de Bandeirantes, município do Norte Pioneiro do Paraná, foram alvos de uma operação deflagrada pelo núcleo de Santo Antônio da Platina do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), a 2ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio e a 1ª e a 2ª Promotorias de Justiça do município, na manhã desta terça-feira (27).

Batizada de Operação Alecto, a investigação apura a prática dos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o grupo de servidores se uniu com a finalidade de desviar valores das contas bancárias do Município para suas próprias contas-salário, usando os acessos aos sistemas e fraudando as prestações de contas. Apenas no período referente a 2017, constam desvios de valores não justificados de quase R$ 900 mil.

Além dos mandados de prisão temporária, a Justiça expediu cinco mandados de busca e apreensão em suas residências e na sede da Prefeitura de Bandeirantes, além de ordens de sequestro de bens e bloqueios de contas bancárias dos investigados e quebra de sigilo bancário, fiscal e financeiro.

Para o cumprimento dos mandados, a operação conta com o apoio do núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), dos Batalhões da Polícia Militar em Jacarezinho e Cornélio Procópio e das Promotorias de Justiça de Cornélio Procópio, Wenceslau Braz, Andirá e Congonhinhas.

O Paraná Portal não conseguiu contato com a Prefeitura de Bandeirantes.

Com informações do MPPR

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