Doze são presos em operação contra fraudes em licitações para coleta de lixo

Lorena Pelanda e Andreza Rossini


Atualizado às 13h30

Doze pessoas foram presas, nesta terça-feira (24), na operação Container deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura a prática de crimes de cartel, fraude a licitação, corrupção ativa e passiva e crimes contra o meio ambiente, no âmbito de licitações municipais para contratação do serviço de destinação de lixo.

São seis mandados de prisão preventiva e seis mandados de prisão provisória. São cumpridos 36 mandados de busca e apreensão. Entre os detidos, estão dois servidores do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), de Curitiba e Francisco Beltrão, no oeste.

As buscas são realizadas em escritórios do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Curitiba e em Francisco Beltrão e em empresas e residências de Araucária, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Nova Esperança do Sudoeste, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Salto do Lontra, Cafelândia e Umuarama.

De acordo com as investigações do Ministério Público, dois grupos empresariais com sede na região Sudoeste fixavam o preço máximo das licitações e regionalizavam o mercado por municípios, o que caracteriza a prática do crime de cartel. A prática era realizada em 2014.

A ação é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Grupo Especial de Proteção ao Patrimônio Público (Gepatria) de Guarapuava, em conjunto com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e com apoio da Polícia Militar.

Por meio de nota, o IAP afirmou que vai abrir processo administrativo para apurar possíveis desvios de conduta.

Veja na íntegra:

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informa que recebeu na manhã desta terça-feira (24) investigadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) que fez buscas em processos de Licenciamento Ambiental. Foram apreendidos processos de licenciamento originários nos Escritórios Regionais de Umuarama, Francisco Beltrão e Curitiba para transporte de resíduos sólidos.

Um servidor do IAP, que atuou em alguns dos licenciamento está preso e é investigado até o momento.

O IAP reforça que está a disposição dos investigadores e colabora com todas as informações necessárias. O instituto abrirá processo administrativo para apurar qualquer desvio de conduta de seus servidores e tomar devidas providências cabíveis.

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Coordenadora de jornalismo da rádio BandNews FM Curitiba
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