Operação Gun Express: grupo montava kits para potencializar pistola comum

Redação

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Quatorze mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Paraná pela operação ‘Gun Express’, expedida pela PF (Polícia Federal) na manhã desta quinta-feira (5). As armas de fogo saíam de Foz do Iguaçu, no oeste do Estado, e eram destinadas a outros Estados do país.

Entre o armamento apreendido estão pistolas, seletores de rajada, munições, carregadores e fuzis. Em coletiva de imprensa, foi reforçado que funcionários dos Correios não estão envolvidos no esquema, já que o grupo driblava a central da empresa.

No Paraná, apenas a sede de Curitiba possuí raio-x, por isso, os suspeitos enviavam de Foz do Iguaçu para o interior de outros Estados. Do total de mandados de prisão preventiva, nove foram cumpridos e uma pessoa continua foragida.

A característica do grupo era potencializar uma pistola comum. Eles montavam o kit com seletor de rajadas e marcador, com isso, poderiam desferir 31 tiros seguidos.

Os países de origem das armas de fogo apreendidos na operação ‘Gun Express’ são:

  • EUA;
  • Áustria;
  • Republica Tcheca;
  • Itália;
  • Turquia;
  • Brasil;
  • Coreia do Sul;
  • México;

PARANÁ E MAIS OITO ESTADOS SÃO ALVOS DA PF:

As armas que eram enviadas da região oeste do Paraná tinham destino oito estados do Brasil.
  • Paraná;
  • Bahia;
  • Rio Grande do Norte;
  • São Paulo;
  • Paraíba;
  • Sergipe;
  • Santa Catarina;
  • Minas Gerais;
  • Mato Grosso do Sul;

A Polícia Federal indiciará 28 pessoas pela prática do crime de tráfico internacional de armas de fogo, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

ARMAS DE FOGO ERAM ENVIADAS JUNTO COM EQUIPAMENTOS DE TREINO 

A investigação teve início no primeiro semestre de 2018, quando a PF identificou que armas de fogo estariam sendo remetidas pelos Correios, escondidas dentro de equipamentos de treino para artes marciais, como aparadores de chute, luvas e caneleiras.

Então, a polícia identificou que um grupo de pessoas dos estados do Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte atuavam em associação na importação, guarda, remessa e transporte de armas de fogo, acessórios e munições. A estimativa é de que o grupo remeteu e transportou, desde o ano de 2016, mais de 300 armas de fogo, investindo cerca de dois milhões de reais na compra do armamento.

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