Gun Express: PF mira grupo que realizava tráfico de armas de fogo pelos Correios

Redação

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A operação ‘Gun Express’ foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (5), em nove Estados, com objetivo de desarticular um grupo especializado no tráfico internacional de armas de fogo, acessórios e munições. Aproximadamente 310 policiais federais cumprem 62 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva.

OPERAÇÃO ‘GUN EXPRESS’ ACONTECE EM NOVE ESTADOS DO PAÍS

Segundo a PF (Polícia Federal), estão sendo executados 27 bloqueios judiciais de contas bancárias e aplicações financeiras, bem como sequestro e arresto de bens de 26 pessoas físicas e  uma pessoa jurídica, além da constrição judicial de 10 veículos em nome de terceiros.

Foram decretadas ainda seis medidas cautelares diversas da prisão para outras pessoas envolvidas na investigação.  A Polícia Federal indiciará 28 pessoas pela prática do crime de tráfico internacional de armas de fogo, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

A operação acontece nos seguintes Estados:

  • Paraná;
  • Bahia;
  • Rio Grande do Norte;
  • São Paulo;
  • Paraíba;
  • Sergipe;
  • Santa Catarina;
  • Minas Gerais;
  • Mato Grosso do Sul;

ARMAS DE FOGO ERAM REMETIDAS PELOS CORREIOS

A investigação teve início no primeiro semestre de 2018, quando a PF identificou que armas de fogo estariam sendo remetidas pelos Correios, escondidas dentro de equipamentos de treino para artes marciais, como aparadores de chute, luvas e caneleiras.

Então, a polícia identificou que um grupo de pessoas dos estados do Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte atuavam em associação na importação, guarda, remessa e transporte de armas de fogo, acessórios e munições, que teriam como destino diversos outros estados do país, com destaque para Bahia e Rio Grande do Norte.

Foram realizadas também apreensões de armamentos e acessórios escondidos em tanques de combustíveis de veículos, usados durante o transporte para alguns dos Estados do nordeste.
A estimativa é de que o grupo remeteu e transportou, desde o ano de 2016, mais de 300 armas de fogo, investindo cerca de dois milhões de reais na compra do armamento.

Além disso, a PF identificou que parte do pagamento das armas era feito por intermédio de empresas de fachada controladas por suspeitos da Bahia e do Rio Grande do Norte para dar aparência lícita aos repasses financeiros feitos pelo sistema de transferências bancárias.

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