Operação mira quadrilha suspeita de desviar R$ 1 milhão de contas bancárias

Andreza Rossini e Francielly Azevedo


A Polícia Civil deflagrou a “Operação Token” na manhã desta quinta-feira (24), contra uma quadrilha de cibercriminosos suspeita de invadir contas bancárias e desviar cerca de R$ 1 milhão. Os policiais cumpriram 25 mandados, sendo 12 de prisão e 13 de busca e apreensão, no Paraná,  Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. No Paraná foram cumpridos seis mandados de prisão.

Segundo o delegado Demétrius Gonzaga de Oliveira, do Nuciber (Núcleo de Combate aos Ciber Crimes), o valor arrecadado com o golpe pode ser ainda maior. “Isso pode ser a ponta do iceberg, uma primeira etapa. Existem outras situações que precisam ser averiguadas e elas serão enriquecidas com os dados que surgirão, com esses computadores e equipamentos apreendidos. Nós estamos falando em R$ 1 milhão deste período que conseguimos apurar, mas pode surgir mais, podemos chegar a R$ 50 milhões, R$ 100 milhões”, disse.

A organização criminosa é investigada há mais de dois anos pelo Nuciber (Núcleo de Combate aos Ciber Crimes) e a suspeita é que ela tenha desviado mais de R$ 1 milhão das contas das vítimas. Estes recursos, ainda de acordo com a investigação, teriam servido para diversas finalidades, desde pagamento de contas até a compra de veículos e imóveis de luxo. Um dos mandados está sendo cumprido em uma cobertura de 480 metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, avaliada em mais de R$ 8 milhões.

De acordo com a investigação, a quadrilha conseguia de forma fraudulenta os dados bancários dos clientes para realizar as transferências da conta corrente das vítimas. “Existem indícios de que esta quadrilha tenha ramificação de hackers de países do Leste Europeu, que teriam a função de criar softwares para aprimorar a ação dos criminosos e tentar ludibriar as autoridades brasileiras”, explicou o delegado Demétrius.

**Atualizada às 12h16**

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