Operação mira servidores públicos com ordens de prisão em aberto; seis foram detidos

Cristina Seciuk - CBN Curitiba


Seis funcionários públicos que tinham mandados de prisão em aberto foram detidos durante operação policial com apoio da Controladoria Geral do Estado. Cada situação será analisada individualmente, com abertura de sindicâncias e processos administrativos, mas podem render até a demissão dos servidores.

A operação foi a primeira feita pela Divisão de Combate à Corrupção a partir do cruzamento de dados do funcionalismo, fornecidos pela CGE, com o banco de informações sobre os mandados em aberto a serem cumpridos pela polícia.

Foram detidos cinco homens e uma mulher que tinham contra eles ordens de prisão pelo cometimento de diversos ilícitos, segundo o delegado Renato Figueroa. “São mandados de prisões decorrentes de algumas ações penais outros de ações cíveis. Crimes, por exemplo, de tráfico de influência, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, atentado violento ao pudor, corrupção passiva e pensão alimentícia”, disse.

Independentemente de existirem essas ordens de prisão, os servidores continuaram trabalhando normalmente; por causa de deficiências de comunicação entre judiciário e polícia, avalia o delegado. “Os servidores estavam trabalhando, na verdade isso ocorre em função de uma deficiência do poder judiciário com a polícia. Então isso faz com que os servidores continuem trabalhando. Então com essa parceria a ideia é cumprir esses mandados no estado inteiro”, ressaltou.

Apesar de as prisões terem sido realizadas pela Divisão de Combate à Corrupção, nenhuma delas teria relação com desvios. Conforme o controlador geral do Estado, Carlos Eduardo de Moura, os casos, agora, serão analisados individualmente, com possibilidade de demissão do servidor, a depender do resultado dos processos. “Agora sim podemos fazer uma investigação em cada nome, até porque é preciso descobrir qual o destino de cada um. Mas eu ousaria afirmar aqui que a maioria dos casos é de demissão mesmo. O lado bom para destacar é que condutas assim não serão aceitas”, analisou.

O cumprimento simultâneo das ordens de prisão ocorreu nas cidades de Curitiba, Colombo, Matinhos, Assis Chateaubriand e Maringá.

Os alvos da operação policial são um professor de ensino médio, um agente educacional, um agente penitenciário, um técnico em enfermagem, um professor contratado via Processo Seletivo Simplificado e um policial militar que já estava detido no Batalhão de Guarda da PM. Um médico que trabalho no SAMU de Maringá anda não havia sido localizado até o fechamento desta reportagem.

 

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