Operação Pecúlio: prefeito exonera servidores suspeitos de fraude em licitação

Andreza Rossini


Da BandNews Curitiba

A Prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, afirmou que não vai comentar a exoneração de quatro servidores municipais suspeitos de participação no esquema criminoso investigado na Operação Pecúlio. O então secretário de Saúde, Gilber da Trindade Ribeiro, dois servidores da secretaria da Fazenda e outro servidor da secretaria de Planejamento foram destituídos dos cargos na terça-feira (21). Eles são suspeitos de participar de fraudes em processos licitatórios de prestação de serviços e obras para o Poder Executivo.

Por meio de nota, a Prefeitura apenas informou que uma sindicância interna será aberta para investigar a conduta dos servidores. As exonerações aconteceram no mesmo dia em que foi deflagrada a 3ª fase da Operação Pecúlio. As investigações revelam indícios de ingerência de gestores do município em empresas contratadas para prestação de serviços e realização de obras junto à prefeitura com quantias milionárias de recursos públicos federais, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde que a operação teve início, no dia 19 de abril, vinte pessoas já foram presas. O prefeito de Foz, Reni Pereira (PSB), chegou a ser levado para depor e, depois, liberado. De acordo com a PF, ele é o principal operador do esquema de desvio de dinheiro público no município. Reni Pereira nega todas as acusações.

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