PF deflagra oitava fase da Operação Pecúlio

Fernando Garcel


A Polícia Federal (PF) deflagrou a oitava fase da Operação Pecúlio, batizada de “Renitência”, na manhã desta terça-feira (16), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O objetivo é desarticular uma suposta organização criminosa que se dedicaria ao desvio de recursos públicos e cumpre 6 mandados de prisão, sendo três prisões preventivas e três prisões temporárias, além de 12 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF, as investigações realizadas em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) apontam que tal organização seria capitaneada por um dos vereadores da atual legislatura da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, e contaria com pelo menos um servidor da Fundação Municipal da Saúde que estaria agindo de forma a direcionar contratações públicas.

Também foram detectados indícios de que laudos de exames de diagnóstico, em especial produzidos no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, seriam elaborados por pessoa não habilitada, gerando risco potencial à saúde de pacientes.

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A operação recebeu o nome “Renitência” em razão da obstinação de alguns agentes públicos em se valerem do cargo exercido para cometer ilícitos penais, ainda mais depois das ações repressivas do Estado quanto às condutas descortinadas nas fases anteriores da Operação Pecúlio.

Operação Pecúlio

A Operação Pecúlio, deflagrada em abril de 2016, investiga um esquema de corrupção e fraude em licitações nas áreas de obras e de saúde em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A investigação da Polícia Federal (PF) estima que os prejuízos com os desvios de recursos públicos passem de R$ 30 milhões. Além de empresários, secretários, diretores e demais servidores do Executivo local, o esquema também funcionava na Câmara Municipal do município. O grupo criminoso seria comendado pelo ex-prefeito Reni Pereira (PSB).

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