Operação da PF mira tráfico de drogas no Norte do estado

A ação cumpre 30 mandados em seis cidades do estado; grupo criminoso também atuava com a receptação de veículos e lavagem de dinheiro, conforme a PF.

Rafael Nascimento - 14 de julho de 2022, 08:13

Foto: Divulgação/PF
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (14) que visa combater uma quadrilha envolvida com o tráfico de drogas na região de Londrina, no Norte do estado. O grupo criminoso também atuava com a receptação de veículos e lavagem de dinheiro, conforme a PF.

A ação policial cumpre 30 mandados judiciais, sendo 15 mandados de busca e apreensão, dez mandados de sequestro de veículos, três mandados de sequestro de embarcações e dois mandados de sequestro de imóveis. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Londrina, Cambé, Apucarana, Santo Antônio da Platina, Loanda e Porto Rico.

Conforme a PF, o grupo importava grandes quantidades de drogas do Paraguai e realizava o transporte do produto ilícito até a região de Londrina através de veículos receptados, provenientes de furtos e/ou roubos. A droga, posteriormente, era distribuída em vários estados, especialmente no Sudeste do país.

Além do cumprimento dos mandados, houve ainda o bloqueio judicial de bens móveis e imóveis e de recursos financeiros mantidos nas contas dos investigados até o limite de R$ 40 milhões.

INVESTIGAÇÕES

Durante as investigações, iniciadas no final de 2019, foram realizadas 19 prisões em flagrante com o auxílio da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal. Devido a essa cooperação entre os órgãos de segurança pública, o nome da operação “Mãos Amigas” foi utilizado.

Ao todo, foram apreendidos 13.259 kg de maconha; 698,4 kg de cocaína; 1,2 kg de crack e; uma estufa com 248 pés de maconha, além de dezenas de veículos receptados.

Ao todo, a operação investiga dez pessoas, todas com registros criminais, como tráfico de drogas, homicídio, corrupção ativa, porte ilegal de arma de fogo, receptação, estelionato, furto, descaminho, desobediência, dentre outros delitos.

Os dois principais investigados já estão presos, ainda conforme a polícia.

As penas máximas previstas para os crimes investigados podem ultrapassar os 40 anos de reclusão.