Operação mira policiais civis e servidor público suspeitos de facilitação à fuga e peculato

Redação

18 ordens judiciais serão cumpridas em Francisco Beltrão, Quedas do Iguaçu, Capitão Leônidas Marques e Cascavel
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Uma operação contra policiais civis e servidor público foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (3), na região oeste e sudoeste do Paraná.

De acordo com a PCPR (Polícia Civil do Paraná) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), os alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa, peculato, concussão, falsidade ideológica, facilitação à fuga, usurpação de função pública e estelionato.

No total, 18 ordens judiciais serão cumpridas em Francisco Beltrão, Quedas do Iguaçu, Capitão Leônidas Marques e Cascavel:

  • 11 mandados de busca e apreensão;
  • seis de prisão preventiva;
  • uma ordem de afastamento da função pública;

A Operação “Regalia” apura crimes cometidos possivelmente por policiais civis, um agente penitenciário e um preso. Todos da delegacia de Polícia Civil de Quedas do Iguaçu, na região centro sul do Paraná.

Conforme informações do Gaeco, entre os presos estão o delegado de polícia civil, um escrivão de polícia, um agente penitenciário e dois investigadores.

OPERAÇÃO REGALIA APURA CONDUTA DE POLICIAIS CIVIS

Segundo a investigação, os policiais, frequentemente na companhia do preso “de confiança” e de um agente penitenciário lotado no local, abordavam agricultores e empresários da região e, ao informá-los de que estariam cometendo crime ambiental, recolhiam madeiras e baterias das máquinas agrícolas.

Ao comparecerem na delegacia, as vítimas eram atendidas pelo preso, que ora se passava por fiscal do Ibama, ora por policial civil, exigindo valores em troca da não instauração de investigação ou para a devolução dos bens apreendidos. Todos os atos eram supostamente praticados com a anuência e em benefício dos demais investigados.

O preso que atuava no grupo foi requisitado irregularmente de outro presídio a fim de operacionalizar os crimes cometidos pela organização criminosa na região, sendo-lhe confiada, inclusive, uma arma de fogo para uso nas diligências externas.

Ainda de acordo com o Gaeco, o mandado de segunda prisão contra o preso “de confiança” não foi cumprido porque o mesmo fugiu há uma semana da referida delegacia. A medida de afastamento foi decretada contra uma investigadora.

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