Operação investiga políticos por concessão ilícita de alvarás para construtora

Duas pessoas são alvos de mandados de prisão temporária, nesta terça-feira (20), na Operação Rota 66, que apura crimes e..

Francielly Azevedo - 20 de agosto de 2019, 10:27

CURITIBA, PR - 19.03.2019: PRISÃO BETO RICHA CURITIBA - Vista da frente do Grupo de Atua?o Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco onde esta preso o ex-governador do Paran? Beto Richa (PSDB). A nova pris?o ocorreu na manh? desta tera-feira (19), e faz parte de uma opera?o do Minist?rio P?blico do Paran? (MP-PR) que investiga desvio de recursos que deveriam ser usados na constru?o de escolas. (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem/Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 1700442
CURITIBA, PR - 19.03.2019: PRISÃO BETO RICHA CURITIBA - Vista da frente do Grupo de Atua?o Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco onde esta preso o ex-governador do Paran? Beto Richa (PSDB). A nova pris?o ocorreu na manh? desta tera-feira (19), e faz parte de uma opera?o do Minist?rio P?blico do Paran? (MP-PR) que investiga desvio de recursos que deveriam ser usados na constru?o de escolas. (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem/Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 1700442

Duas pessoas são alvos de mandados de prisão temporária, nesta terça-feira (20), na Operação Rota 66, que apura crimes envolvendo concessão ilícita de alvarás para uma construtora. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Também foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Pinhais, Araucária, Campo Largo, Balsa Nova e São José dos Pinhais.

De acordo com as investigações, conduzidas pela 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, com apoio do Gaeco, os investigados são responsáveis por atos legislativos e pela emissão de alvarás de construção e licenças ambientais direcionados para beneficiar a empresa de construção civil. A construtora é detentora e executora de quatro empreendimentos residenciais em Campo Largo, avaliados em R$ 400 milhões, além de outras obras na região metropolitana.

São apurados os crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, tráfico de influência e associação criminosa. A construtora é detentora e executora de quatro empreendimentos residenciais em Campo Largo, avaliados em R$ 400 milhões, além de outras obras na região metropolitana.

Os mandados de prisão temporária são dirigidos ex-secretario municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Campo Largo (gestão 2013-2016), e ao sócio majoritário da construtora. Os de busca e apreensão têm como alvos as residências e escritórios do ex-secretário preso, de um ex-deputado estadual (mandato 2015-2018), um ex-prefeito de Campo Largo (gestão 2013-2016) e servidores públicos vinculados ao Instituto Ambiental do Paraná.

Em coletiva concedida nesta manhã, o promotor de Justiça, Anastácio Fernandes Neto, afirmou que os envolvidos forneciam alvarás pra construção  de empreendimentos em áreas de preservação ambiental e que os consumidores que compraram imóveis nas regiões precisam ser orientados pelos órgãos oficiais. "As pessoas que estão negociando esses imóveis, que procurem a promotoria de Justiça pra buscar informações e também relatar , de forma que consigam mais informações sobre o empreendimento que estão pensando em adquirir",  afirmou o promotor.

O Governo do Paraná informou há pouco ter exonerado o assessor especial do governo, o ex-deputado estadual Alexandre Guimarães. O pedido partiu do próprio ex-deputado estadual, para que pudesse se dedicar à sua defesa na investigação realizada pelo Ministério Público do Paraná.