Paciente é agredido por médico, desmaia e convulsiona dentro de hospital no PR

Ana Cláudia Freire

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Gabriel Silva, de 22 anos, chegou ao Hospital Municipal São José, em Paiçandu, no noroeste do Paraná, na tarde desta terça (25), se queixando de dores no pé, quando se desentendeu com o médico de plantão e foi agredido.

O paciente se machucou em partida de futebol e testemunhas afirmam que ele reclamava pela demora no atendimento.

O médico que fazia o atendimento do plantão entrou em confronto com o paciente e – no primeiro momento – ambos trocaram agressões verbais.

Bastante irritado com a cobrança do paciente, o médico deu um soco no rosto de Gabriel que desmaiou e teve uma convulsão no chão do hospital.

“O rapaz foi atingido por um soco, na sequencia houve o desmaio e teve uma crise convulsiva. As partes foram identificas e as testemunhas também. O médico, alegando que outras pessoas estariam inflamando no local, teria se evadido, mas também está identificado. Agora cabe à polícia a apuração dos fatos”, informou o policial militar que atendeu a o ocorrência. Gabriel foi socorrido por outros funcionários do hospital.

Gabriela Ribeiro, esposa da vítima, conta que ele foi ao hospital depois de se machucar em uma partida de futebol na noite anterior. “”Ele tinha ido jogar futebol e machucou o pé. Ele foi atendido por uma médica que pediu o Raio X, mas depois sumiu sem retornar com o resultado. Foi aí que o meu marido entrou na sala do médico e pediu para que ele visse o exame. Foi quando começou toda a confusão. Os dois brigaram e o meu marido acabou apanhando do médico”.

Gabriela conta que depois da agressão, ela e a mãe da vítima,  ficaram quase duas horas aguardando um retorno do Hospital. “Ficamos apavoradas quando vimos o caso da agressão na televisão. Chegamos no hospital e tivemos que esperar por duas horas para uma enfermeira falar com a gente”.

Conforme a família, Gabriel Silva sofre de epilepsia desde os 7 anos de idade, com poucas formas de controle da doença.” Ele continua internado no hospital desde ontem e estamos aguardando uma tomografia do cérebro pra ver o que aconteceu depois do soco”, informou a esposa.

A família afirma que não foi possível registar um Boletim de Ocorrência porque a delegacia não está funcionando na manhã desta quarta-feria (26).

Gabriel Silva é cortado de cana autônomo e sua esposa trabalha com o freelancer. A família não tem condições de contratar um advogado e espera que possa ter apoio das autoridades resolver o caso.

Em nota, o Hospital Municipal São José, lamentou o fato e disse ainda que todos os envolvidos serão responsabilizados.

 

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal