Pai acusado de matar a filha em discussão sobre pensão vai a júri popular

Cleverson Bravo - BandNews FM Curitiba e Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

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O pai acusado de matar a filha Aline Miotto Nadolny vai ser levado à júri popular. A sentença de pronúncia do réu foi proferida nesta quarta-feira (27) pelo juiz Thiago Flôres Carvalho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. A justiça também manteve a prisão preventiva dele. Luiz Carlos Nadolny ficou em silêncio durante o interrogatório.

A terapeuta foi encontrada morta no 06 de junho deste ano, ao lado da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Uma semana depois do crime, Luiz Carlos foi preso e confessou ter matado a filha.

Segundo o advogado da família, Samir Mattar Assad, nove pessoas foram ouvidas na audiência desta quarta-feira (27). Entre elas, o marido, a mãe e a irmã de Aline. “Das testemunhas ouvidas, uma das principais, foi um dos policiais que participou das investigações, e a testemunha que visualizou a desova do corpo. A identificação do carro e as câmeras de segurança com o carro nas proximidades da residência da vítima”, explicou.

De acordo com as investigações, a vítima foi procurada pelo pai para que pudesse intermediar uma negociação com a mãe a respeito da pensão que Luiz era obrigado a pagar. Durante a conversa, os dois se desentenderam e o homem esganou a filha. “Todos estão aflitos com o fato bárbaro ocorrido, mas satisfeitos com essa etapa concluída. E a manutenção da prisão preventiva, tento em vista as ameaças contra a mãe a irmã da Aline”, disse.

A defesa vai recorrer da decisão que levou o pai à júri popular. Ele responde por homicídio qualificado e se condenado pode pegar até 30 anos de prisão.

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