Para MP, imagens comprovam que marido de Tatiane Spitzner cometeu cárcere privado

Francielly Azevedo

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou, nesta segunda-feira (24), as razões de apelação sobre o recurso contra a absolvição de Luís Felipe Manvailer do crime de cárcere privado. O réu é acusado da morte da advogada Tatiane Spitzner, em julho do ano passado, em Guarapuava, na região central do Paraná.

Para os promotores do MP, as imagens colhidas pelo sistema de segurança do prédio onde o casal morava são suficientes para provar que Manvailer cometeu o crime de cárcere privado.

“Manvailer impediu, mediante violência, que a ofendida se afastasse dele, por pelo menos três vezes, situação essa que perdurou por cerca de dezenove minutos, impedindo-a de deixar a garagem  do edifício quando esta tentava fugir, constrangendo-a a permanecer dentro do elevador e a ingressar no apartamento em que residiam, mediante atos de violência física, restringindo assim a sua liberdade de locomoção, conforme as filmagens do circuito interno de câmeras do edifício”, diz o documento.

No último dia 17 de maio, a juíza Paola Gonçalves Mancini de Lima, da Comarca de Guarapuava, determinou que Manvailer  vá a júri popular pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. Porém, ela absolveu o réu pelo crime de cárcere privado, mas manteve sua prisão preventiva. Ele segue detido na Penitenciária Industrial de Guarapuava.

O MP recorreu da decisão no último dia 1º de junho.

“Verifica-se, portanto, pelas imagens ora colacionadas que o crime de cárcere privado existiu, eis que a vítima teve sua liberdade restringida por período de tempo relevante, tendo sido impedida de deixar a companhia do acusado por diversas vezes, havendo uma sequência de fatos, o que fazia com a intenção de salvar sua própria vida”, apontam os promotores.

O crime

Tatiane foi encontrada morta no apartamento em que morava com Manvailer no dia 22 de julho do ano passado. Imagens mostram ela sendo agredida antes de entrar no prédio, no estacionamento, no elevador, e a queda do 4º andar. Depois, o suspeito busca o corpo, leva ao apartamento, limpa os vestígios de sangue no corredor e elevador e foge do local por uma saída alternativa do estacionamento.

De acordo com a denúncia, Luís Felipe matou a esposa após diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.