Paralisação atinge 90% das delegacias no PR, diz sindicato

Redação


Com Metro Jornal Curitiba

A greve dos agentes da Polícia Civil teve grande adesão em seu primeiro dia nessa segunda-feira (17), segundo o Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis).

“Temos subdivisões 100% paralisadas. Com certeza a greve ultrapassa os 90% das delegacias no Estado. Só aguardamos a adesão dos delegados”, declarou o presidente do sindicato, André Luiz Gutierrez.

A Polícia disse não saber precisar o número de delegacias afetadas, mas informou que o atendimento ao público acontece, já que o sindicato se comprometeu a manter 30% do efetivo trabalhando.

Além da questão salarial e avanços, a categoria pede aumento do efetivo (realização de concurso público) e a retirada dos presos das delegacias.

O governo informou que está em permanente diálogo com a categoria e salientou que aproximadamente 40% de todo o efetivo da Polícia Civil foi contratado durante o governo Beto Richa (PSDB).

Reivindicações dos policiais civis

Além do reajuste salarial, a categoria protesta pelo fornecimento de novos coletes à prova de balas, o aumento de efetivo policial e o fim da dupla função com o cuidado com à custódia dos presos que estão nas delegacias.

De acordo com o presidente da Sinclapol, André Luiz Gutierrez, muitos policiais exercem dupla função e chegam a trabalhar além da carga horária prevista, sem receber hora extra. Segundo ele, cerca de 4 mil agentes trabalham nas 500 delegacias do Paraná, algumas já desativadas, mas o ideal seria que o efetivo fosse, pelo menos, de 8 mil servidores.

“Cada delegacia deveria ter quatro equipes, sendo um delegado, um escrivão e dois investigadores, no mínimo, por equipe. Então seria necessário dois mil delegados, dois mil escrivães e oito mil investigadores. Nós não temos isso nem de perto”, diz Gutierrez.

Em agosto, a categoria fez uma paralisação simbólica para reivindicar melhores condições de trabalho e doaram sangue em todo o Paraná.

Greve do funcionarismo público no Paraná

O movimento de agentes de operações, escrivães, investigadores e papiloscopistas soma à paralisação dos professores da rede estadual de ensino que deflagrada nessa segunda-feira (17).

No caso dos docentes, além dos ajustes salariais, a categoria iniciou o movimento de greve em protesto contra a emenda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que retira o reajuste da categoria previsto para janeiro de 2017. A promessa de reposição salarial foi feita para acabar com a greve dos servidores, que aconteceu no ano passado, durou 44 dias, e ficou marcada pela violência do dia 29 de abril.

Na última quarta-feira (13), a tramitação do projeto de lei que congela os salários dos servidores estaduais foi suspensa pelo governo do estado, mas a categoria dos professores manteve a paralisação até que emenda seja retirada.

Lista das unidades com mobilização total, segundo Sinclapol:

1 – Paranavaí
2 – 1º DP da capital
3 – 2º DP da capital
4 – 3º DP da capital
5 – 5º DP da capital
6 – Delcon
7 – Del. Adolescentes
8 – Paranaciy
9 – Loanda
10 – Departamento da PC – prédio – vários setores parados.
11 – Londrina ( grande adesão)
12 – Guarapuava
13 – Maringá
14 – Araucária
15 – Delegacia Eletrônica
16 – Cambé
17 – Campo Largo
18 – Campina grande do sul
19 – Guaíra
20- Nucria
21- Sicride
22 – Piraquara
23 – São José dos Pinhais
24- Congoinhas
25 – Toledo
26 – Rolândia
27 – Instituto de identificação
28 – Andira
29 – Bandeirantes
30 – Foz do Iguaçu
31 – Ivaiporã

Somente as seguintes atividades serão realizadas no período de greve:

  1. Local de crime contra a vida (homicídio, latrocínio e desaparecimento).
  2. Flagrante delito e suas oitivas (somente com a presença da autoridade).
  3. Audiência de custodia.
  4. Cumprimento de mandado de prisão de outras forças policiais.

Não serão realizados os seguintes procedimentos:

  1. Confecção de B.O. (somente dos crimes citados acima).
  2. Emissão de alvará e atendimento Funesp.
  3. Confecção de Carteira de Identidade.
  4. Confecção de atestado de antecedentes.
  5. Pericia em local de crime.
  6. Termo circunstanciado.
  7. Oitiva de testemunhas.
  8. Cumprimento de ordem de serviço de investigação.

As atividades abaixo de maneira alguma poderão ser realizadas, inclusive por serem ilegais:

  1. Recebimento de sacolas.
  2. Visitas a presos.
  3. Escolta de qualquer natureza (exceto de audiência de custodia).

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