Paralisação de fiscais da Receita Federal prejudica transporte de cargas em Foz do Iguaçu

Mariana Ohde


O transporte de cargas na fronteira do Brasil com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, foi o serviço mais prejudicado com a greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que começou no dia 14 de julho.

Os servidores entraram em operação padrão por tempo indeterminado e cruzam os braços dois dias por semana – nas terças e quintas. A categoria alega descumprimento do acordo salarial fechado no fim de março e o atraso, por parte do governo, no envio do projeto que prevê o reajuste ao Congresso.

Com a paralisação, o trecho da BR-277 na fronteira – entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Ciudad del Este, no Paraguai – ficou congestionado novamente na manhã desta terça-feira (26). De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os fiscais da Receita Federal costumam liberar até 850 caminhões de cargas em dias normais. No período de mobilização, este número cai para cerca de 500, o que faz com que muitos motoristas precisem esperar.

Em nota, a assessoria da Receita Federal explicou que são liberadas apenas cargas perigosas, perecíveis e canal verde (cargas com baixo risco de irregularidades que são liberadas automaticamente pelo sistema) nos dias de paralisação.

Manifestação

Nesta terça-feira (26), além da greve dos fiscais, houve uma manifestação de taxistas paraguaios, o que complicou ainda mais o trânsito. De acordo com a PRF, no fim da manhã, a fila passava de 3 km. Os taxistas organizaram o protesto para pedir mais transparência por parte da prefeitura – eles exigem uma auditoria e a intervenção da administração municipal.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal