Paraná bate recorde no número de transplantes de órgãos

Francielly Azevedo


Com informações da Agência Estadual de Notícias

O Paraná fechou o primeiro semestre com um balanço positivo na área de transplantes. O número de órgãos transplantados é 28% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, batendo inclusive o recorde na quantidade de procedimentos.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, nestes primeiros seis meses, foram registradas 159 doações, que viabilizaram um total de 302 transplantes. Além dos órgãos transplantados no Paraná, foram utilizados corações, rins fígados e pâncreas de outros Estados, com o uso da frota área do governo estadual.

A fila de espera por um órgão tem diminuído a cada ano. O cadastro, que já chegou a ter mais 2.500 pessoas, atualmente conta com 1.952 pacientes à espera de uma nova chance para viver.

Neste primeiro semestre, a cada quatro notificações de potenciais doadores, uma não se concretizou por causa da falta de autorização da família. Na maioria das vezes, a negativa é motivada pela ausência de informação sobre o desejo do paciente em se tornar doador após a confirmação da morte encefálica.

Para fazer parte desse ato de amor com o próximo não é difícil. Segundo a diretora do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, Arlene Badoch, basta que a pessoa expresse o seu desejo à família. “Não precisa deixar nada por escrito. É a família que autoriza a doação após ser declarada a morte encefálica”, explica.

Um ato de solidariedade assim salvou a vida do pequeno Rafael, de dois anos de idade. O menino foi diagnosticado com uma grave doença cardíaca, sem perspectiva de cura, a única alternativa era o transplante de coração. Ele ficou três meses no cadastro de receptores do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná. “Foi uma espera muito angustiante. O tempo passava e o quadro clínico dele só piorava”, lembra a mãe Rosineia Ribeiro. “Até que na madrugada de uma segunda-feira recebemos uma mensagem, haviam encontrado um órgão compatível. Foi a melhor notícia que poderíamos receber”, complementa o pai Israel Veríssimo.

Hoje, após três meses de cirurgia, Rafael tem uma nova vida. “Ele lutou muito para sobreviver e hoje é uma nova criança. Dá para ver no olhar, no sorriso que ele está feliz. Não pode ver uma bola que já quer logo brincar. Finalmente somos uma família completa”, afirma a mãe, emocionada por ter o filho em casa.

Rafael, passou por um transplante de coração e ganhou uma nova vida. Foto: Arnaldo Alves/AEN
Foto: Arnaldo Alves/AEN

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.