Paraná soma 262 casos da H3N2 e já registra transmissão comunitária

O Paraná registrou novos 224 casos da Influenza H3N2 nesta segunda-feira (3), somando 262 confirmações e um óbito desde ..

Redação - 03 de janeiro de 2022, 21:44

(Tânia Rego/Agência Brasil)
(Tânia Rego/Agência Brasil)

O Paraná registrou novos 224 casos da Influenza H3N2 nesta segunda-feira (3), somando 262 confirmações e um óbito desde o início desse ciclo, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.

O Estado já se encontra em estágio de transmissão comunitária, que é quando o contágio do vírus nas pessoas ocorre no mesmo território, sem a necessidade de trânsito para outras localidades como foco de contaminação.

Ainda foram confirmados que três casos da H3N2 no Paraná são da cepa Darwin, sendo eles registrados nos municípios de Castro e Pato Branco (duas mulheres de 23 anos), além de um morador do Rio de Janeiro, em Rio Negro (um homem de 22 anos).

“Estamos passando por um momento atípico, registrando aumento no número de casos e procura hospitalar nas últimas semanas por Síndrome Gripal e Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG’s) em pleno verão, sendo que essas doenças possuem maior circulação no hemisfério Sul geralmente no período do inverno”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Os principais sintomas da H3N2 são similares ao da gripe comum, como febre alta, tosse, dor de garganta, cabeça, corpo e articulações.

“As medidas não farmacológicas, como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel, não servem apenas para evitar Covid-19, mas também para a Influenza. E em casos de contaminação, o principal é que as pessoas busquem o atendimento nas Unidades de Saúde espalhadas por todo o Estado”, continuou Beto Preto.

Assim como outras doenças virais, a Influenza sofreu mutações, resultando em "sublinhagens" como a H3N2. Mas o medicamento oseltamivir (tamiflu), receitado na dosagem correta pela equipe médica permite o risco de morte se utilizado em até 48h da infecção.

Com o crescimento de casos da doença no Estado, a Secretaria tem buscado fornecer o medicamento para todas as Regionais de Saúde e realizou contatos com o Ministério da Saúde para a remessa de mais lotes do tamiflu ao Paraná.

Além disso, o órgão estadual está negociando a compra de testes rápidos para a detecção de gripe para auxiliar o monitoramento da doença em todo Estado.

“Não estamos com surto de gripe, mas mais de 700 mil vacinas contra a Influenza ainda não foram aplicadas no Paraná. Precisamos que a população continue buscando pela imunização, dificultando a infecção pelo vírus da gripe, seja ele qual for”, finalizou Beto Preto.

Até esta segunda-feira, os seguintes municípios do Paraná haviam registrado casos da H3N2: Paranaguá, Almirante Tamandaré, Araucária, Bocaiúva do Sul, Campo Largo, Colombo, Contenda, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Carambeí, Castro, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, Chopinzinho, Pato Branco, Ampére, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Cianorte, Tuneiras do Oeste, Capitão Leônidas Marques, Terra Boa, Tapira, Paranapoema, Paranavaí, Itaguajé, Ivatuba, Maringá, Sarandi, Apucarana, Jandaia do Sul, Cambé, Ibiporã, Londrina, Rolândia, Bandeirante, Cornélio Procópio, Nova Santa Bárbara, Barra do Jacaré, Jundiaí do Sul, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, São José da Boa Vista, Palotina, Quatro Pontes, Terra Roxa, Toledo e Telêmaco Borba.

O único óbito registrado pela H3N2 no Paraná até o momento foi em uma mulher de 77 anos, residente de Maringá, na região noroeste do Estado.

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