Paraná registra mais de 500 denúncias de ‘fura-fila’ na vacinação contra Covid-19

Redação

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A Controladoria-Geral do Estado (CGE) divulgou hoje (25) que tem 511 denúncias sobre casos de fura-fila na vacinação contra Covid-19 no Paraná. Destas, 471 já foram encaminhadas ao Ministério Público (MP).

Com o volume de trabalho, a CGE debateu a situação com o Tribunal de Contas, Ministério Público e Polícia Civil sobre os ajustes para a rotina de investigações.

“Marcamos essa reunião para demostrar a metodologia do recebimento e encaminhamento das denúncias de fura-filas. O Sistema Integrado de Ouvidoria está disponível para os órgãos de controle e de investigação, já que estamos engajados no mesmo objetivo. A partir de hoje, estabelecemos canal direto entre CGE, promotorias do Ministério Público e Departamento da Polícia Civil”, explicou Raul Siqueira, controlador-geral do Estado.

Um dos problemas é que diversas denúncias não têm elementos básicos para iniciar uma investigação. Por exemplo, 38 das denúncias feitas não informam nem sequer a cidade. Nesse cenário, a secretária da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, já afirmou que não há casos de fura-fila na capital paranaense.

O controlador-geral do Estado também assegurou que o mau gestor será punido. “O governador Carlos Massa Ratinho Junior determinou que buscássemos a união de esforços a fim de se chegar à excelência no serviço público. O objetivo é aprimorar o serviço e dar mais segurança e transparência do processo de vacinação para a população”, garantiu o controlador-geral.

Siqueira disse que se houver servidor estadual envolvido, além do processo criminal, ele responderá a processo administrativo e pode ser demitido ou exonerado.

COMO DENUNCIAR

O cidadão pode continuar a usar os canais da Ouvidoria-Geral, por telefone ou internet, para denunciar fura-filas. As informações são triadas, para serem repassadas ao Ministério Público e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

A partir disso, o MP encaminhará as denúncias que necessitam de diligências para a Polícia Civil, que se encarregará da investigação dos casos.

“Conseguimos alinhar a forma de filtragem e o encaminhamento das denúncias, bem como a participação de cada órgão até a fase de investigação criminal e punição a quem foi vacinado ou a quem determinou a vacinação de pessoas que não estavam nas prioridades do plano de imunização”, afirmou a delegada Aline Manzatto, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde. “Nós estamos à disposição para orientar as delegacias de cidades em que os casos ocorreram”, finaliza.

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