Paraná é o terceiro estado com maior número de ataques a banco

Mariana Ohde


O Paraná é o terceiro estado com maior número de ataques a bancos registrados no primeiro semestre de 2016 – foram 98 casos, sendo 53 explosões de caixas eletrônicos, 30 arrombamentos e 15 assaltos.

Os cinco estados com maior número de ataques no período são Minas Gerais (161), São Paulo (137), Paraná (98), Rio Grande do Sul (96) e Pernambuco (96). Em todo o Brasil, foram registradas 1.032 ocorrências neste ano – 283 a menos do que no mesmo período de 2015, que totalizou 1.315, o que representa uma queda de 22%.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada (Contrasp), João Soares, a redução no número de ataques a banco aconteceu por causa da diminuição na oferta do serviço à população. “Ela se deve à retirada dos caixas eletrônicos do comércio. O comércio retirou quase 100% e fez com que houvesse essa redução, no primeiro semestre, de 22% dos ataques a bancos em todo o país”, explica.

“No Paraná, é um pouco diferente. Porque, além dos ataques, nós temos muitos assaltos a bancos e isso tem deixado a população um pouco assustada em função da forma desses assaltos. Porque são assaltos que usam pessoas como escudo humano para que os bandidos possam fugir”, afirma.

Para o presidente da Contrasp, esses números podem diminuir se algumas medidas forem tomadas. “Uma das formas de diminuir ainda mais essa quantidade de ataques seria a retirada de circulação desse armamento pesado que os bandidos usam. Também os bancos deveriam investir mais em segurança, ter agências monitoradas em tempo real, com imagem, equipamentos que possam facilitar a identificação dos meliantes pela polícia (…), também colocando a porta giratória com detector de metal antes do autoatendimento”, exemplifica.

Porém, algumas dessas medidas podem afetar os serviços, como explica João Soares. “No Paraná, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil acabaram, no final do expediente, retirando todo o dinheiro dos caixas eletrônicos. Então, eles ficam sem dinheiro e a população acaba sofrendo um pouco com isso porque ela não pode usar esse benefício que o sistema financeiro oferece”, afirma.

A pesquisa da Contrasp aponta, ainda, um novo alvo das quadrilhas: as empresas de transporte de valores. 27 carros-fortes foram atacados em todo o Brasil no primeiro semestre. No Paraná não foi registrado nenhum ocorrência do tipo.

(Com informações da CBN Curitiba)

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal