Paraná poderá ter até 200 colégios cívico-militares em regiões com vulnerabilidade social

Redação

escolas cívico-militares - Paraná - ensino regular - colégio

Até 200 colégios cívico-militares poderão funcionar no Paraná nos próximos anos. A decisão foi sancionada nesta quinta-feira (8) pelo governador Ratinho Junior.

O projeto havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná na última semana e agora pode começar a ser planejado pela Secretaria da Educação e do Esporte.

O objetivo da iniciativa é aumentar os indicadores do Paraná no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

“A rede estadual do ensino evoluiu todas as suas notas no Ideb de 2019, o que mostra que estamos no caminho certo. Para conquistar novos lugares estamos apostando, também, em novas metodologias, alternativas e em programas como o dos colégios cívico-militares, que oferecem mais condições de segurança e estabilidade de ensino em locais que sofrem com problemas históricos”, explicou Ratinho Junior.

Antes da implantação do colégio cívico-militar será necessário uma consulta pública na comunidade escolar, sendo que apenas municípios com mais de dez mil habitantes e com ao menos duas escolas estaduais poderão colocar em prática esse regime.

Além disso, a ideia é que esses colégios sejam inseridos em comunidades com altos índices de vulnerabilidade social e baixos índices de fluxo e rendimento escolar.

“É um programa que prevê aumentar a integração entre professores, alunos e a comunidade escolar. Na verdade é um conjunto de ações. Ele prevê novas metodologias, novas atividades e complementa as estratégias do Paraná de modernizar a educação pública. Essa lei é o primeiro passo. Agora vamos trabalhar em cima dos modelos e da aplicação”, avaliou o secretário estadual de Educação e do Esporte, Renato Feder.

Os colégios cívico-militares irão integrar as aulas dos professores da rede estadual com o controle administrativo e disciplinar dos militares. Cada escola terá um diretor geral e um diretor-auxiliar civil, além de um diretor cívico-militar e de dois a quatro monitores militares.

Todos os diretores cívico-militares serão indicados pela Secretaria da Educação e do Esporte, que também terá a função de acompanhar o funcionamento do programa e do cumprimento das metas acadêmicas.

LEIA MAIS: Lava Jato do Paraná diz que fala de Bolsonaro indica “desconhecimento”

Previous ArticleNext Article