Homem que negou máscara em mercado pode pegar 6 anos de prisão, diz delegado

Mirian Villa e Vinicius Cordeiro

Empresário causou tumulto que resultou na morte de uma funcionária do mercado.
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O empresário de 58 anos que se negou a usar máscara em um mercado e se envolveu em uma briga com o segurança que gerou a morte de uma funcionária do hipermercado Condor será autuado por, pelo menos, quatro crimes. O caso aconteceu ontem (28), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo o delegado Thiago Wladyka, da PCPR (Polícia Civil do Paraná), tanto o cliente quanto o segurança vão prestar depoimentos na tarde desta quarta-feira (29). O primeiro ficou internado no Hospital do Trabalhador após ser atingido por raspão, mas será levado à Delegacia de Araucária para depôr.

Apesar disso, com os depoimentos das testemunhas, o delegado já afirma que o cliente entra no mercado e proferiu palavras de baixo calão ao fiscal que pede para ele colocar a máscara. Em seguida, acertou um soco no vigilante e quebrou uma televisão.

“O empresário irá responder por injúria, perturbação do trabalho ou do sossego alheio, infringir norma do Poder Público (uso da máscara), dano qualificado e dupla lesão corporal. Vamos investigar se ele esbarrou na mão do vigilante e houve um disparo. Caso isso aconteça, ele também pode responder pela morte da moça”, diz o delegado.

Com isso, sua pena pode chegar a seis anos e meio de prisão.

SEGURANÇA RESPONDERÁ POR HOMICÍDIO CULPOSO

O outro suspeito do caso é o segurança terceirizado do mercado. De acordo com o delegado Thiago Wladyka, o segurança agiu com excesso na legítima defesa e deve responder, pelo menos, por homicídio culposo. Caso condenado, a pena é de três anos.

“O empresário foi para cima com socos e ele efetuou o primeiro disparo, para se defender. Em seguida, aconteceu o segundo disparo que atingiu a vítima. Eu entendi que esse segundos disparo foi o excesso”, relata.

“O vigilante disse, em off, que ele efetuou um disparo. Ele assumiu apenas um disparo, o segundo ele não assume, e é o segundo que atingiu a moça. Pelas imagens isso não ficou nítido, então vamos apurar isso”, completa o delegado.

Em nota, o Condor diz que lamenta o episódio, presta todo o apoio à família e ajuda à PCPR nas investigações.

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Um empresário de 58 anos se recusou a usar a máscara e agrediu um funcionário do hipermercado Condor, em Araucária. Ele entrou em luta corporal com o segurança do estabelecimento, que efetuou dois disparos. Um atingiu o empresário de raspão, mas outro foi fatal e matou uma funcionária do estabelecimento.

Segundo o mercado, ela se aproximou da briga para prestar esclarecimentos sobre o uso da máscara ao cliente. A regra foi determinada por decreto e passou a ser lei.

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