Paraná já registrou 55 mil casos de dengue

Mariana Ohde


O número de casos de dengue chegou a 55.640 em todo o Paraná, segundo o ultimo boletim da dengue divulgado nesta terça-feira (26) pela Secretaria da Saúde.

Desde agosto do ano passado, foram notificados 145.253 casos suspeitos – 55.640 confirmados e 62.059 descartados. Entre os confirmados, 51.997 casos são autóctones – a infecção aconteceu dentro do estado – e 3.643 casos são importados. Dos 399 municípios do Paraná, 270 (67,7%) tiveram ocorrências de casos autóctones.

Ainda entre os casos confirmados, 751 casos são de Dengue com Sinais de Alarme (DSA) e 92 casos de Dengue Grave (DG).

O Paraná registrou, até agora, 61 mortes por dengue.

Campanha de Vacinação

Paranaguá ainda é a cidade mais afetada pela dengue, com mais de 16.300 casos – 30% do total do estado. O município também concentra 30 das 61 mortes confirmadas até agora. Pela situação crítica, a cidade está entre os municípios que receberão as primeiras doses da vacina da dengue. O lançamento da campanha de vacinação aconteceu nesta terça-feira (26).

Inicialmente, o Paraná vai disponibilizar 500 mil doses para as 30 cidades mais afetadas pela dengue. Segundo o prefeito de Paranaguá, Edison de Oliveira Kersten (PMDB) o município já recebeu 90 mil doses, que vão ser distribuídas a partir de hoje (27). O objetivo é distribuir as vacinas entre os postos de saúde da cidade para atender, de forma rápida, a população. Além de Paranaguá, cidades do oeste e norte do estado vão receber a vacina – regiões em que se concentram os casos. O Paraná é o primeiro estado da América a oferecer a imunização de graça para a população.

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), que participou do lançamento da vacina, os estados podem adquirir a vacina, se considerarem necessário, mas não haverá, pelo menos por enquanto, um programa nacional de distribuição gratuita. Isso porque o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem recursos previstos para isso. Ainda segundo o ministro, os esforços do governo federal se concentram no combate ao Aedes aegypti. “O esforço maior do governo é em relação ao combate ao mosquito, se não, teremos que vacinar a população contra a dengue, a zika, a chikungunya e outros vírus que esse mosquito pode transmitir, porque ele é um transmissor universal”, explica. O governo também aguarda a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

Vacina

Desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, a vacina é a única com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e protege contra os quatro tipos de dengue que circulam no Brasil. Segundo o infectologista Paulo Olzon, a vacina beneficia toda a população, uma vez que evita a propagação do vírus. “A pessoa que foi vacinada e está imune deixa de ter o vírus para o mosquito transmitir, então tem um benefício secundário também”, afirma.

Além de ser oferecida pela rede pública nas 30 cidades selecionadas, a vacina contra a doença também vai ser disponibilizada nos laboratórios particulares em todo o país. O custo das doses foi definido pela Anvisa e o valor deve variar entre R$ 132 e R$ 138.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal