Paraná registra mais de mil casos de dengue em uma semana

Andreza Rossini


O Paraná registrou 1.032 novos casos de dengue na última semana e não registrou nenhuma morte em decorrência da doença, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). No total, são 50.333 registros da doença e 57 casos de morte desde agosto de 2015.

De acordo com o chefe do Centro de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte, a fase mais aguda da epidemia passou, principalmente devido a mudança no tempo. “Estamos saindo do período de epidemia, com vários municípios sem ocorrências de casos e temos outros que estão registrando agora casos das semanas anteriores devido a demora no diagnóstico dos laboratórios que estavam com sobrecarga, então não necessariamente todos esses casos são desta semana”, afirmou em entrevista à rádio BandNews Curitiba.

O atual ano epidemiológico só perde para o período entre agosto de 2012 e julho de 2013, quando mais de 54 mil casos da doença foram registrados no Estado. Entre 2014 e 2015, o Paraná contabilizou 35.400 ocorrências.

Zika e chikungunya

Ainda conforme o levantamento da Sesa, as confirmações de zika também aumentaram na última semana, mas pouco: são dois novos registros, subindo de 314 para 316, com quatro casos de microcefalia. Já as ocorrências de febre chikungunya se mantiveram em 72.

Prevenção

Ivana alertou para que a população continue com os cuidados para que o próximo ano epidemiológico não tenha tantos casos como este. Ela também esclareceu os motivos pelo qual a cidade de Paranaguá, no litoral, enfrentou a pior situação do estado. “O frio elimina a multiplicação da larva, mas os ovos que estão postos e todos os criadouros que estiverem por ai vão ficar viáveis até por um ano. Eles são resistentes à vários fatores climáticos, inclusive frio e seca. Basta voltar a chuva e uma condição climática melhor que retorna a multiplicação do vetor. Paranaguá teve um período bem complicado porque você retira o resíduo sólido que é o maior criadouro que tem em todo o estado e o município possui uma quantidade enorme de bromélias em muros, telhados e ruas, que mantém e sustenta o vetor”, afirmou em entrevista à rádio BandNews Curitiba.

Com informações da BandNews Curitiba

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