Paraná registra menor índice de mortalidade infantil da história

Mariana Ohde


Com as ações da Rede Mãe Paranaense, que completa quatro anos neste mês, o Paraná atingiu os menores índices de mortalidade infantil de sua história – 10,90 óbitos/1.000NV – e ainda reduziu em 25,3% a mortalidade materna. “Pelo menos 407 vidas foram salvas graças as ações implementadas pelo Mãe Paranaense. São mortes maternas e infantis que foram evitadas, demonstrando que estamos no caminho certo”, ressaltou o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. 407 é o número de óbitos de mães e bebês que ocorreriam entre 2011 e 2015, caso os indicadores de 2010 fossem mantidos.

Inspirado no programa Mãe Curitibana, o Mãe Paranaense hoje ultrapassa divisas e serviu de base para a criação da Rede Cegonha, estratégia semelhante adotada pelo Ministério da Saúde. “Temos orgulho de ser exemplo para o país e isso se deve a excelência dos nossos profissionais de saúde que atuam na atenção materno-infantil”, explicou Caputo Neto.

Atualmente, 82% das gestantes paranaenses realizam o pré-natal com no mínimo sete consultas e 17 exames. Se necessário, há a garantia de atendimento multiprofissional em ambulatórios especializados, como o Centro Mãe Paranaense. Hoje, pelo menos 18 regiões mantêm estruturas que funcionam neste modelo. Além disso, 83% das grávidas sabem com antecedência em qual hospital ou maternidade dará a luz. Este sistema de vinculação do parto dá mais segurança e comodidade à gestante, que será atendida com estrutura e equipe profissional adequada para suas necessidades, de acordo com o risco da gestação.

Com isso, grávidas identificadas com gestação de alto risco têm o parto realizado em hospital com suporte de UTI, preparado para dar assistência a intercorrências mais graves. “A gestante fica mais segura, sabendo que está sendo atendida em um serviço de saúde altamente qualificado”, explica o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd.

Para a coordenadora da Rede Mãe Paranaense, Márcia Huçulak, o desafio inicial de propor uma mudança de conceito na atenção materno-infantil foi alcançado. “Capacitamos mais de 35 mil profissionais com o intuito de implantar um novo modelo de atendimento, focado no trabalho em rede e no estabelecimento de uma linha de cuidado. Isso fez com que alcançássemos bons resultados. Agora queremos avançar, reduzindo ainda mais o número de mortes evitáveis”, disse a coordenadora. Com investimentos em estrutura física (obras e equipamentos), capacitação profissional e custeio dos serviços de saúde, a rede modificou a forma com que gestantes e bebês são atendidas na rede pública. Em quatro anos, mais de R$ 511 milhões já foram aplicados pelo no setor. Uma das principais medidas adotadas é a garantia de uma assistência qualificada e humanizada durante todas as fases da gravidez, desde o acompanhamento pré-natal até o primeiro ano de vida da criança.

Em média, 160 mil crianças nascem por ano no Paraná. 62% dos nascimentos são atendidos na rede pública de saúde e conseqüentemente estão vinculado à rede Mãe Paranaense.

Fonte: AEN

 

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal